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María

Bolinha, Cidoca e Suely

Maria

Até hoje eu me lembro
Quando eu te conheci
Numa tarde de dezembro
Que a primeira vez a vi

Desde aquele dia em diante
Já não vivo sossegado
Tenho sempre o seu semblante
No meu peito amargurado

Não esquecerei, querida
A nossa Lua de mel
Você foi na minha vida
Um pesadelo cruel

O destino traidor
Separou você de mim
Sem saber que o nosso amor
Não podia morrer assim

Minha deusa da beleza
Do poeta inspiração
Sua graça e singeleza
Vive no meu coração

O seu nome é Maria
És rainha sedutora
Seu nome certo seria
Uma santa ou pecadora

O seu nome eu revelei
Porém eu não disse tudo
Eu confesso que te amei
Mas agora eu não te iludo

Você leva a vida louca
Tal e qual um beija-flor
Que oferece a sua boca
Por um pouquinho de amor

Agora só em dezembro
Que você vai ler, meu bem
O romance que escrevemos
Pra nós dois e mais alguém

Você foi uma vitória
Que fugiu do meu alcance
Mas deixou a sua história
No meu livro de romance

María

Hasta hoy recuerdo
Cuando te conocí
En una tarde de diciembre
Que por primera vez te vi

Desde ese día en adelante
Ya no vivo tranquilo
Siempre tengo tu semblante
En mi pecho amargado

No olvidaré, querida
Nuestra Luna de miel
Fuiste en mi vida
Una pesadilla cruel

El destino traidor
Nos separó a ti y a mí
Sin saber que nuestro amor
No podía morir así

Mi diosa de la belleza
Inspiración del poeta
Tu gracia y sencillez
Viven en mi corazón

Tu nombre es María
Eres reina seductora
Tu nombre debería ser
Una santa o pecadora

Tu nombre revelé
Pero no dije todo
Confieso que te amé
Pero ahora no te engaño

Llevas una vida loca
Como un colibrí
Que ofrece su boca
Por un poco de amor

Ahora solo en diciembre
Leerás, mi amor
La historia que escribimos
Para nosotros y alguien más

Fuiste una victoria
Que se escapó de mi alcance
Pero dejaste tu historia
En mi libro de romance

Escrita por: Bolinha