A Confortável Redoma de Mentiras
Fechado em sua redoma, seu cofre, seu cadeado
Pensas que assim está garantido e perdoado
Não se magoa, não, pois fecha as suas mãos
Tapa boca, ouvidos, mantém os olhos fechados
Tem fina educação, família de tradição
Deprecia ou venera, reflexos de ilusão
A salvação que alegra na disforme inversão
Cuidado com o que diz, cuidado com o que faz,
Pra não perturbar a paz....
Quantas mentiras mais vão confortar-me
De maciez que me envolve em todo
Quantas mentiras mais vão confortar-me
Pinta a pele, rasga a carne e quebra o osso
Não me diga nada daquilo que não acostumei ouvir
Minta, omita, me domestique, só assim que eu sei viver
Não diga; Eu não quero ouvir
(A verdade dói)
La Cómoda Redoma de Mentiras
Encerrado en tu redoma, tu cofre, tu candado
Piensas que así estás asegurado y perdonado
No te lastimas, no, pues cierras tus manos
Tapas boca, oídos, mantienes los ojos cerrados
Tiene fina educación, familia de tradición
Deprecia o venera, reflejos de ilusión
La salvación que alegra en la disforme inversión
Cuidado con lo que dices, cuidado con lo que haces,
Para no perturbar la paz....
¿Cuántas mentiras más van a reconfortarme
De suavidad que me envuelve por completo
¿Cuántas mentiras más van a reconfortarme
Pinta la piel, rasga la carne y quiebra el hueso
No me digas nada de lo que no estoy acostumbrado a escuchar
Miente, omite, domésticame, así es como sé vivir
No digas; No quiero escuchar
(La verdad duele)
Escrita por: Brado M'Bando