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Risa de Chicote

Brasão e Brasãozinho

Surrei de Chicote

Senhor delegado, aqui estou eu
Em sua presença para lhe contar
E por caridade não dê a sentença
Antes desta história o senhor escutar

Eu moro num rancho na beira da estrada
Com minha cabocla que é a felicidade
E quando eu volto na lida do gado
Me abraça e me beija matando a saudade

Cheguei no meu rancho na boca da noite
A minha cabocla encontrei a chorar
Perguntei a causa daquela tristeza
E entre soluços se pôs a contar

Eu vinha voltando da venda da estrada
E na minha frente um ricaço parou
Desceu do seu carro dizendo gracejos
Faltou com o respeito em seus lábios beijou

Arriei de novo meu burro tordilho
Saí pela estrada jurando vingança
No meio da praça encontrei o ricaço
Entre seus amigos contando rompança

Chamei pelo nome, não me atendeu
No cabo do reio fiz ele virar
Puxou do revólver, mas não adiantou
Na ponta da guasca fiz ele parar

Está aí na porta da delegacia
Trouxe ele amarrado arrastando no chão
E a surra de reio que tem em seu corpo
Para toda a vida será uma lição

Senhor delegado, essa é minha história
Se estou errado quero a punição
Mas eu lhe garanto que esse covarde
Em mulher dos outros não põe mais a mão

Risa de Chicote

Señor comisario, aquí estoy
En su presencia para contarle
Y por caridad no dé la sentencia
Antes de escuchar esta historia

Vivo en un rancho al borde de la carretera
Con mi mujer que es mi felicidad
Y cuando vuelvo del trabajo con el ganado
Me abraza y me besa matando la nostalgia

Llegué a mi rancho al caer la noche
Encontré a mi mujer llorando
Pregunté la causa de esa tristeza
Y entre sollozos comenzó a contar

Venía de regreso de la tienda de la carretera
Y delante de mí se detuvo un ricachón
Bajó de su auto diciendo tonterías
Faltó al respeto y en sus labios me besó

Desmonté de nuevo mi caballo tordillo
Salí por la carretera jurando venganza
En medio de la plaza encontré al ricachón
Entre sus amigos contando bravuconadas

Lo llamé por su nombre, no respondió
Con el rebenque lo hice dar la vuelta
Sacó su revólver, pero no sirvió de nada
Con la punta de la rebenca lo hice parar

Ahí está en la puerta de la comisaría
Lo traje atado arrastrándose por el suelo
Y la paliza de rebenque que tiene en su cuerpo
Será una lección para toda la vida

Señor comisario, esta es mi historia
Si estoy equivocado, quiero ser castigado
Pero le garantizo que ese cobarde
No volverá a tocar a la mujer de otros

Escrita por: Anacleto Rosas Jr.