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Cosecha

Brenda Mota

Colheita

As lindas flores que estão morrendo continuam a se dispersar lentamente
Cobertas por uma manto negro, elas param de respirar normalmente
Está impossível visualizar a pura natureza da eternidade
Talvez eu esteja cuidando de tudo imprudentemente

Tudo o que eu desejava era conhecer uma liberdade esplêndida
A expandida luz do anoitecer que desaba
O que foi deixado para trás
Agora foi colhido por minhas mãos

Aqueles que ofereceram os seus bens
Foram presos mais uma vez
Os embuçados daquela noite
Desapareceram enquanto quebravam uma promessa

Deslocando-se pelas sombras
Dos frutos caídos
Ajoelhar-se para pegá-los era um erro

Apunhalados pelas costas todos eram
Mas se levantar era o obstáculo

O que foi deixado para trás
Agora foi colhido por estas mãos

Um suspiro vazio, mas gentil
Que formava um distante assobio
Mesmo que silencioso, abria um sorriso
Ninguém mais sabia

O que era verdadeiro ou falso
A defesa dos fracos não era o suficiente
Aquela doce fala não era nada
Além de uma farsa

A mão que segurava a felicidade
Simplesmente soltou o que era
Precioso para não ser recuperado
Ah, as flores vão continuar morrendo?

Apedrejados eram aqueles
Que não fugiam
Mesmo com cicatrizes sensíveis que se abriam
Apedrejados eram aqueles que foram vendados
A alma perfurada e o coração acorrentado

Cosecha

Las hermosas flores que están muriendo continúan dispersándose lentamente
Cubiertas por un manto negro, dejan de respirar normalmente
Es imposible visualizar la pura naturaleza de la eternidad
Quizás estoy cuidando todo de manera imprudente

Todo lo que deseaba era conocer una libertad espléndida
La amplia luz del anochecer que cae
Lo que quedó atrás
Ahora ha sido cosechado por mis manos

Aquellos que ofrecieron sus bienes
Fueron atrapados una vez más
Los encapuchados de esa noche
Desaparecieron al romper una promesa

Desplazándose por las sombras
De los frutos caídos
Arrodillarse para recogerlos fue un error

Apuñalados por la espalda todos eran
Pero levantarse era el obstáculo

Lo que quedó atrás
Ahora ha sido cosechado por estas manos

Un suspiro vacío, pero amable
Que formaba un silbido distante
Aunque silencioso, abría una sonrisa
Nadie más lo sabía

Lo que era verdadero o falso
La defensa de los débiles no era suficiente
Esa dulce charla no era más
Que una farsa

La mano que sostenía la felicidad
Simplemente soltó lo que era
Precioso para no ser recuperado
Ah, ¿las flores seguirán muriendo?

Apedreados eran aquellos
Que no huían
Aunque con cicatrices sensibles que se abrían
Apedreados eran aquellos que fueron vendados
El alma perforada y el corazón encadenado

Escrita por: Brenda Mota