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Siete Flechas

Brenno Reis & Marco Viola

Sete Flechas

Quem é bom já nasce feito, quem é ruim só atrapalha.
Eu bato logo no burro e não bato na cangalha
Entrei numa guerra dura, fiz virar fogo de palha.
Fiz virar cartão de prata, punhal, espada e navalha.
Bala bateu no meu peito, derreteu virou medalha.

Para dar fim na minha vida prepararam uma cilada
Foi a noite num banquete com champanha envenenada
Deus é pai não é padrasto, ganhei mais uma parada.
A taça que era minha foi parar em mão trocada
Quem me preparou veneno foi morrer de madrugada

Eu recebi um presente numa caixa de sapato
Uma cobra venenosa que pegaram lá no mato
É dessas cobras que morde, quando não aleija mata
O meu nome é sete flechas, o nó que eu dô ninguém desata
Bati os "oio" na cobra, transformei numa gravata

Coloquei a tal gravata que o falso amigo mandou
Fui passar na casa dele, desse jeito ele falou.
Meu Deus que gravata linda, a gravata ele pegou.
A gravata deu um bote que na mão dele picou
A gravata lhe mordeu, foi a cobra que ele mandou.

Siete Flechas

Quien es bueno nace hecho, quien es malo solo estorba.
Le pego directo al burro y no le pego al aparejo
Entré en una guerra dura, hice que se volviera fuego de paja.
Hice que se convirtiera en tarjeta de plata, puñal, espada y navaja.
La bala golpeó en mi pecho, se derritió y se convirtió en medalla.

Para poner fin a mi vida prepararon una trampa
Fue de noche en un banquete con champán envenenado.
Dios es padre, no es padrastro, gané otra vez.
La copa que era mía terminó en manos ajenas.
Quien me preparó el veneno murió de madrugada.

Recibí un regalo en una caja de zapatos
Una serpiente venenosa que atraparon en el monte.
Es de esas serpientes que muerden, cuando no hieren matan.
Mi nombre es Siete Flechas, el nudo que yo doy nadie lo desata.
Miré fijamente a la serpiente, la convertí en corbata.

Puse la corbata que el falso amigo envió
Fui a su casa, así me dijo.
¡Dios mío, qué corbata tan bonita!, la corbata tomó.
La corbata dio un mordisco que en su mano picó.
La corbata le mordió, fue la serpiente que él envió.

Escrita por: Lorival Dos Santos / Tião Carreiro / Zé Mineiro