395px

Allá

Bruno Batista

Lá

Lá onde o mundo principia
O caminho é um riso aberto
Onde o azul faz companhia
E a alegria mora perto

Lá onde as bailarinas não tem medo
Lá onde a beleza dá no chão
E os fantasmas dormem cedo
(Depois do ladrão)

Não deixe, não
Não deixe, não
Não deixe, não
A nossa casa

Onde as dores são de areia
E as sereias cantam nuas
Onde a chuva se penteia
Quando vai cair na rua

Lá onde a solidão dorme de meia
Lá onde os anjos comem com a mão
A tristeza sempre esperneia
Querendo atenção

Não deixe, não
Não deixe, não
Não deixe, não
A nossa casa

Lá onde a escuridão termina
Onde o açúcar tem mais gosto
E a saudade é uma menina
Com os traços do teu rosto

E quem apaga a luz acende estrelas
(Quem entende tende ao coração)
Logo lá onde nasce a fantasia
E morre a ilusão.

Allá

Allá donde el mundo comienza
El camino es una risa abierta
Donde el azul hace compañía
Y la alegría vive cerca

Allá donde las bailarinas no tienen miedo
Allá donde la belleza cae al suelo
Y los fantasmas duermen temprano
(Después del ladrón)

No dejes, no
No dejes, no
No dejes, no
Nuestra casa

Donde los dolores son de arena
Y las sirenas cantan desnudas
Donde la lluvia se peina
Antes de caer en la calle

Allá donde la soledad duerme con medias
Allá donde los ángeles comen con la mano
La tristeza siempre se retuerce
Queriendo atención

No dejes, no
No dejes, no
No dejes, no
Nuestra casa

Allá donde la oscuridad termina
Donde el azúcar tiene mejor sabor
Y la nostalgia es una niña
Con los rasgos de tu rostro

Y quien apaga la luz enciende estrellas
(Quien entiende tiende al corazón)
Justo allá donde nace la fantasía
Y muere la ilusión.

Escrita por: Bruno Batista