Um Palhaço de Fellini
Saiba, então, que eu me fechei, cortinas
Luzes, apaguei
Desci, cerrei-me no porão, no chão
Me livrei do par de botas, que só calo dava
A tropeçar em meio a multidão
Se rei do picadeiro eu for
Ou 'bôbo' desse 'reino-ator'
Transformo a solidão, teu riso vão
Nem sentes que esse gargalhar
Lá fora pode magoar?
Te ajudo a perceber isso em você
Te ofendes se eu disser que são
Trejeitos, exasperação, os teus enganos?
Saiba, então, que eu me fechei, cortinas
Luzes, apaguei
Desci, cerrei-me no porão, no chão
Um triste palhaço a tropeçar no passo
Enquanto o mundo, a caçoar, se ri
Un payaso de Fellini
Entonces, sabrás que me encerré, cortinas
Luces, apagué
Descendí, me cerré en el sótano, en el suelo
Me deshice del par de botas, que solo daba dolor
Tropezando en medio de la multitud
Si soy el rey del escenario
O el 'tonto' de este 'reino-actor'
Transformo la soledad, tu risa vacía
¿No sientes que esta risa
Puede herir afuera?
Te ayudo a darte cuenta de eso en ti
¿Te ofendes si te digo que son
Gestos, exasperación, tus errores?
Entonces, sabrás que me encerré, cortinas
Luces, apagué
Descendí, me cerré en el sótano, en el suelo
Un triste payaso tropezando en el paso
Mientras el mundo, burlándose, se ríe
Escrita por: Bruno Conde e Tennyson