Tenho Ciúme de Tudo/ A Dama de Vermelho/ Brigas (pout-pourri)
Tu és a criatura mais linda
Que os meus olhos já viram
Tu tens a boca mais linda
Que a minha boca beijou...
São meus os teus lábios
Esses lábios
Que os meus desejos mataram
São minhas tuas mãos
Essas mãos
Que as minhas mãos afagaram...
Sou louco por ti
Eu sofro por ti
Te amo em segredo
Adoro o teu corpo divino
Que pelas mãos do destino
A mim tu viestes...
Tenho ciúme do sol
Do luar e do mar
Tenho ciúme de tudo
Tenho ciúme até
Da roupa
Que tu vestes...
Garçom!
Olhe pelo espelho
A dama de vermelho
Que vai se levantar
Note que até a orquestra
Fica toda em festa
Quando ela sai para dançar
Essa dama já me pertenceu
E o culpado fui eu
Da separação
Hoje choro de ciúme
Ciúme até do perfume
Que ela deixa no salão...
Garçom amigo
Apague a luz da minha mesa
Eu não quero que ela note
Em mim tanta tristeza
Traga mais uma garrafa
Hoje vou embriagar-me
Quero dormir para não ver
Outro homem te abraçar...
Veja só
Que tolice nós dois
Brigarmos tanto assim
Se depois
Vamos nós a sorrir
Ficar de bem no fim
Para quê?
Maltratarmos o amor
O amor não se maltrata, não
Para quê?
Se essa gente o que quer
É ver nossa separação
Brigo eu, você briga também
Por coisas tão banais
E o amor em momentos assim
Morre um pouquinho mais
E ao morrer
Então é que se vê
Que quem morreu
Fui eu e foi você
Pois sem amor
Estamos sós
Morremos nós!
Estoy celoso de todo / La dama de rojo / Pelear (pout-pourri)
Eres la criatura más hermosa
Que mis ojos han visto
Tienes la boca más hermosa
Que mi boca se besó
Tus labios son míos
Esos labios
Que mis deseos mataron
Son mis manos
Esas manos
Que mis manos han sido acariciadas
Estoy loco por ti
Sufro por ti
Te amo en secreto
Amo tu cuerpo divino
Que por las manos del destino
A mí viniste
Estoy celoso del sol
De la luz de la luna y el mar
Estoy celoso de todo
Incluso estoy celoso
De la ropa
Que usas
¡Camarero!
Mirad en el espejo
La dama de rojo
Eso se va a levantar
Tenga en cuenta que incluso la orquesta
Todo está de fiesta
Cuando ella sale a bailar
Esa señora una vez me pertenecía
Y fui yo quien lo hizo
Desde la separación
Hoy lloro de celos
Celos incluso de perfume
Que deja en el salón
Camarero amigo
Apaga la luz de mi escritorio
No quiero que se dé cuenta
En mí tanta tristeza
Trae otra botella
Hoy voy a emborracharme
Quiero dormir para no ver
Otro hombre que te sostiene
Mira esto
Qué tonto de nosotros dos
Para luchar tan fuerte
Si después de
Sonreímos
Sé bueno al final
¿Cuál es el punto?
Para maltratar el amor
El amor no es maltratado, no
¿Cuál es el punto?
Si estas personas lo que quieren
Es para ver nuestra separación
Yo peleo, tú también
Por cosas tan banales
Y el amor en momentos como este
Muere un poco más
Y cuando muera
Así que ya ves
Aquél que murió
Fui yo y fuiste tú
Porque sin amor
Estamos solos
¡Moriremos!
Escrita por: Alcyr Pires Vermelho / Evaldo Gouveia / Jair Amorim / Pedro Caetano / Waldir Machado