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Amar es para quien sabe jugar

Bruno Negromonte

Amar é pra quem sabe jogar

Clarão que se fez meu breu,
Inusitado o que aconteceu,
Bem ao certo, não sei o que me deu;
Eu já sou seu...
Leve e ávido se faz o que é meu,
Enquanto houver o que me preencheu,
Viver assim pra mim já valeu;
Inevitavelmente se sou você já sou mais eu...
Ao me dar conta já estava em tua mão,
Nem sei ao certo mais o que se faz razão,
Apenas te deixo que transcenda a minha natureza,
E se deixe expandir em mim toda tua beleza.
Um dia o que eu achei ser em vão,
Transformou meu lado mais lascivo em primordial condição,
E se fez minha flor de obsessão;
Aonde me encontro ao ter que procurar chão...
Minha colombina,
Oásis transfigurado em menina,
Melhor presente que eu poderia ter.
Invade sim,
Navega esse mistério que se fez em mim,
Hoje você é meu início, meio e fim;
Algo como o meu melhor lugar, enfim...
Vez por outra me perco em ti,
Imaginando talvez me encontrar,
Dúvidas sempre hão de existir
Amar geralmente é pra quem sabe jogar.

Amar es para quien sabe jugar

Claridad que se hizo en mi oscuridad,
Inesperado lo que sucedió,
Realmente no sé qué me pasó;
Ya soy tuyo...
Liviano y ansioso se vuelve lo que es mío,
Mientras haya lo que me llenó,
Vivir así para mí ya valió la pena;
Inevitablemente, si soy tú, ya soy más yo...
Al darme cuenta, ya estaba en tus manos,
No sé realmente qué es lo que hace razón,
Simplemente te permito que trasciendas mi naturaleza,
Y dejes expandir en mí toda tu belleza.
Un día lo que pensé que era en vano,
Transformó mi lado más lascivo en condición primordial,
Y se convirtió en mi flor de obsesión;
Donde me encuentro al tener que buscar suelo...
Mi colombina,
Oasis transformado en niña,
Mejor regalo que podría tener.
Invade sí,
Navega ese misterio que se hizo en mí,
Hoy eres mi principio, medio y fin;
Algo como mi mejor lugar, en fin...
De vez en cuando me pierdo en ti,
Imaginando tal vez encontrarme,
Dudas siempre habrán de existir,
Amar generalmente es para quien sabe jugar.

Escrita por: Bruno Negromonte