395px

Confinado a la soledad

Bruno Negromonte

Confinado a solidão

Quero ter você aqui,
Sinto tanto a sua falta,
Como posso ser feliz,
Se o que a ti condiz,
Sem ter você não me conduz a nada.

Quero tanto proferir,
Dizer te amo a todo instante,
Ver que nem tudo no mundo é breu,
Que basta um olhar teu,
Pra uma semente surdir em mim.

Minha flor,
Meu mundo sem o seu calor congela,
A liberdade sem você pra mim é cela,
Me vejo confinado a solidão.
Meu raro sol,
Sem ter você aqui meu arrebol consiste,
Em ser escuro, vazio e tão triste,
Crepúsculo que chega sempre em vão.

Me entornas pra dentro de ti,
Pois sem você sou incompleto,
Espero então você chegar,
Para me atestar,
E me tirar desse vil deserto.

O que há de mais sagrado,
Não pode assim desvanecer,
Eterno esse amor se fez,
Pura insensatez,
Se não tentarmos ele viver.

Estrela minha,
Sacrário que habita meu sentimento,
Consagro meu destino em um momento,
Será quando você render-se enfim.
Meu lume raro,
Clarão que ilumina meu pensamento,
Tudo o que almejo como acontecimento,
Quem sabe é poder de ter pra mim.

Confinado a la soledad

Quiero tenerte aquí,
Extraño tanto tu presencia,
¿Cómo puedo ser feliz,
Si lo que te corresponde a ti,
Sin tenerte no me lleva a nada?

Quiero tanto expresar,
Decir te amo en todo momento,
Ver que no todo en el mundo es oscuro,
Que basta una mirada tuya,
Para que una semilla brote en mí.

Mi flor,
Mi mundo sin tu calor se congela,
La libertad sin ti para mí es una celda,
Me veo confinado a la soledad.
Mi raro sol,
Sin tenerte aquí mi amanecer consiste,
En ser oscuro, vacío y tan triste,
Un crepúsculo que siempre llega en vano.

Me derramas hacia ti,
Porque sin ti soy incompleto,
Espero entonces que llegues,
Para confirmarlo,
Y sacarme de este vil desierto.

Lo más sagrado,
No puede desvanecerse así,
Este amor eterno se ha vuelto,
Una pura insensatez,
Si no intentamos vivirlo.

Estrella mía,
Sagrario que habita en mi sentimiento,
Consagro mi destino en un instante,
Será cuando finalmente te rindas.
Mi raro fulgor,
Brillo que ilumina mi pensamiento,
Todo lo que anhelo como suceso,
Quién sabe si es poder tenerte para mí.

Escrita por: Bruno Negromonte