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Garganta / Por Ti

Bruno Reis e Thiago

Garganta / Por Você

Minha garganta estranha
Quando não te vejo
Me vem um desejo
Doido de gritar

Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha
Da sala de estar

Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha
Da sala de estar

Venho madrugada
Perturbar teu sono
Como um cão sem dono
Me ponho a ladrar

Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar

Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar

Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar

Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar

Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar

Por você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio a Salvador

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno

Por você
Eu deixaria de beber
Por você
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Pra virar burguês

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher

Por você! Por você!
Por você! Por você!

Garganta / Por Ti

Mi garganta extraña
Cuando no te veo
Me viene un deseo
Loco de gritar

Mi garganta raspa
La pintura y los azulejos
De tu cuarto, de la cocina
De la sala de estar

Mi garganta raspa
La pintura y los azulejos
De tu cuarto, de la cocina
De la sala de estar

Vengo de madrugada
A perturbar tu sueño
Como un perro sin dueño
Me pongo a ladrar

Cruzo la almohada
Te revuelvo del revés
Tu cabeza enloquezco
La hago girar

Cruzo la almohada
Te revuelvo del revés
Tu cabeza enloquezco
La hago girar

Sé que no soy santa
A veces voy de frente
A veces actúo con dulzura
Para conquistarte

Pero no soy beata
Me crié en la calle
Y no cambio mi postura
Solo para agradarte

Pero no soy beata
Me crié en la calle
Y no cambio mi postura
Solo para agradarte

Por ti
Yo bailaría tango en el techo
Limpiaría
Las vías del metro
Iría a pie
De Río a Salvador

Aceptaría
La vida como es
Viajaría a plazos
Al infierno
Tomaría baño helado
En invierno

Por ti
Dejaría de beber
Por ti
Me haría rico en un mes
Dormiría con medias
Para ser burgués

Cambiaría
Hasta mi nombre
Viviría
En huelga de hambre
Desearía todo el día
A la misma mujer

¡Por ti! ¡Por ti!
¡Por ti! ¡Por ti!

Escrita por: Totonho Villeroy, Frejat, Maurício Barros, Mauro Sta Cecilia