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Hipotenusa

Bruno Renato

Hipotenusa

Conheci uma menina
No esquadro da esquina
Do meu primo ela era prima
Eram primos entre si

Tinha o rosto bem sereno
Seu olhar era escaleno
Mas lançava seu veneno
Coisa igual eu nunca vi

Quis saber qual é sua graça
Notei que ficou sem graça
Anda logo, não disfarça
Encostou-se em minha blusa

Sussurrou no meu ouvido
O seu nome bem comprido
Fiquei até comovido
Se chamava Hipotenusa

Hipotenusa (o seu quadrado)
É a soma dos quadrados dos catetos (hipotenusa)
Só pra você confesso meus segredos
Mas tenho medo que você me seduza, Hipotenusa
Hipotenusa (fico encantado)
Com a perfeição da sua simetria (hipotenusa)
Tangente, você é a geometria
Que equaciona minha vida tão confusa

Hipotenusa

Conocí a una chica
En la esquina del cuadrado
Ella era prima de mi primo
Eran primos entre sí

Tenía un rostro muy sereno
Su mirada era escalena
Pero lanzaba su veneno
Nunca vi algo igual

Quise saber cuál es su encanto
Noté que se puso sin gracia
Anda, no disimules
Se apoyó en mi blusa

Susurró en mi oído
Su nombre muy largo
Me conmoví
Se llamaba Hipotenusa

Hipotenusa (su cuadrado)
Es la suma de los cuadrados de los catetos (hipotenusa)
Solo para ti confieso mis secretos
Pero tengo miedo de que me seduzcas, Hipotenusa
Hipotenusa (quedo encantado)
Con la perfección de tu simetría (hipotenusa)
Tangente, eres la geometría
Que ecuaciona mi vida tan confusa

Escrita por: Bruno Renato Paschoal