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Forastero

Cabezas Flutuantes

Estrangeiro

Peso morto
Asa negra
Me recordo
A passo largo
Não me importo
Quem se importa
Quando ninguém te conhece nesse mundo

Um centavo
Uma vida inteira
De agrado
No cesto do lixo
Eu observo
Qualquer detalhe como
Se todos quisessem dizer algo pra mim

Conveniente
Ser deprimente
Quem sabe eu me livro mais depressa
Da sua cegueira
Já que a minha leseira é tão insinuante pra você

Eu sorri
No metrô
Eu te desfiz
Nua no calçadão
Eu aceitei
A condenação da
Humanidade à pena da eterna compaixão

Deselegância
Não é meu forte
Não me observe, não vou te alimentar
Sigo meu caminho
Te deixo de mansinho
E não se preocupe, você vai se habituar

Forastero

Carga muerta
Ala negra
Recuerdo
A paso largo
No me importa
A quién le importa
Cuando nadie te conoce en este mundo

Un centavo
Toda una vida
De placer
En el cesto de basura
Observo
Cada detalle como
Si todos quisieran decir algo para mí

Conveniente
Ser deprimente
Quién sabe si me libro más rápido
De tu ceguera
Ya que mi indolencia es tan insinuante para ti

Sonreí
En el metro
Te deshice
Desnuda en el paseo marítimo
Acepté
La condena de
La humanidad a la pena de la eterna compasión

La falta de elegancia
No es lo mío
No me observes, no te voy a alimentar
Sigo mi camino
Te dejo suavemente
Y no te preocupes, te acostumbrarás

Escrita por: Fábio Cardelli