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El juguete de Miriti

Cabinho Lacerda

Brinquedo de Miriti

Vai, curumin, lá no mato
Vai lá buscar miriti
Corta pedaços bem secos
Tira sua tala pra mim

Traz a faquinha afiada
Linha de pesca e formão
Lixa da fina e sovela
Larga a preguiça, João

Diz pra Mundica que faça
Nossa criança dormir
Pegue na tinta e me traga
Pra me ajudar a colorir

O Cìrio de Nazáré vem
Vem, antes da Conceição
Corre, Mundica, e me ajude
Mas não me deixe na mão

Do artesão nasceram aves
De sua mão para voar
Nasce a cobra se mexendo, assim
E casais, só pra dançar

Olha o pato, no paneiro
E as girandas pelo ar
Soca-soca esta pilando assim
As barquinhas não tem mar

Quem diria que o sonho brotou da mão
Que é de sonhos a casa de um artesão
Quem diria que anjo desceu ao chão
Quem diria que o anjo virou artesão

El juguete de Miriti

Ve, curumin, al bosque
Ve por un poco de miriti
Cortar trozos muy secos
Quítate la férula por mí

Trae el cuchillo afilado
Hilo de pescar y cincel
Papel de lija fino y punzón
Deja de ser vago, João

Dile a Mundica que lo haga
nuestro niño duerme
Toma la pintura y tráemela
Para ayudarme a colorear

Llega el Cìrio de Nazaré
Ven, antes de Conceição
Corre, Mundica, y ayúdame
Pero no me dejes colgado

Los pájaros nacieron del artesano
De tu mano para volar
La serpiente nace moviéndose, así
Y parejas, solo para bailar

Mira el pato, en el paneiro
Y los giros en el aire
Soca-soca esta actuando asi
Los barcos no tienen mar

¿Quién hubiera pensado que el sueño vino de la mano?
¿Cómo es la casa de un artesano?
¿Quién hubiera pensado que un ángel descendiera a la tierra?
¿Quién hubiera pensado que el ángel se convirtió en artesano?

Escrita por: Cabinho Lacerda / J.J Paes Loureiro