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Océano

Caburé Canela

Oceano

Eu tenho outras deixas
Outras queixas que não te cabem
Que não têm a ver com o imenso oceano
Que você deixou entre os nossos nós
Essa história de querer quando convém
Já disse outra voz também cansada

Vai tirar seu sono
Vai te despir na rua
Vai triturar sua vaidade

Eu tenho outras flechas
E nenhum instante sobre a saudade define
O que escorre entre os entres
Do tempo

Já não tenho pressa de falar sua língua
Já não tenho pressa de alcançar o derradeiro
E de leviano só sobrou a prece
Precipitada
Suspensa e líquida no ar

Eu tenho outras crenças
Que o oceano não dilui
Outros laços, outros nós
Que já não te inclui

E essa voz cansada só canta agora
Porque guardar já não convém
Porque guardar é que não convém

E nada mais é tão definitivo
Já que na defensiva o amor não aflui
Já que na defensiva o amor não aflui
O amor conflui, conflui
O amor conflui, conflui
O amor não aflui

Océano

Tengo otras pistas
Otras quejas que no te corresponden
Que no tienen que ver con el inmenso océano
Que dejaste entre nosotros
Esta historia de querer cuando conviene
Ya lo dijo otra voz también cansada

Va a quitarte el sueño
Te va a desnudar en la calle
Va a triturar tu vanidad

Tengo otras flechas
Y ningún instante sobre la nostalgia define
Lo que se escurre entre los entresijos
Del tiempo

Ya no tengo prisa por hablar tu idioma
Ya no tengo prisa por alcanzar lo último
Y de liviano solo quedó la plegaria
Precipitada
Suspendida y líquida en el aire

Tengo otras creencias
Que el océano no diluye
Otros lazos, otros nudos
Que ya no te incluyen

Y esta voz cansada solo canta ahora
Porque guardar ya no conviene
Porque guardar es lo que no conviene

Y nada más es tan definitivo
Ya que en la defensiva el amor no fluye
Ya que en la defensiva el amor no fluye
El amor confluye, confluye
El amor confluye, confluye
El amor no fluye

Escrita por: Carolina Sanches