395px

Baile del zopilote

Cacá Ribeiro

Dança do urubu

Desde menino
Que eu viajava o horizonte
Eu cruzo léguas, cruzo montes
Num galope a beira mar
Usina velha
Adeus noite mal assombrada
Meu cavalo é a viola
E o verso é quem vem me guiar

O urubu vai, faz que não vai e vai
E o urubu vai, faz que não vai e vai

Disco de prata
Correndo de mala afora
Dando adeus e indo embora
Mergulhando no céu azul
Vem redemundo
E eu no meu chapéu de palha
Rodopio e viro as talhas
Rumo ao cruzeiro do sul

O urubu vai, faz que não vai e vai
E o urubu vai, faz que não vai e vai

Cobra caiana
Cascavel, cobra criada
Passarinho é quem se arrasta
E gente é quem corre no ar
Estrela verde terra azul, lua malhada
Abença! Deus barra estrelada
Eu só vim lhe espreciar.

Nunca há conversa
Quando existe uma viola
Nunca há cochicho quando existe um cantar
Deixe os problemas
Prá depois das doze horas
Dê adeus e vá-se embora
Só não empate de eu voar

O urubu vai, faz que não vai e vai
E o urubu vai, faz que não vai e vai

Baile del zopilote

Desde niño
Que viajaba el horizonte
Cruzo leguas, cruzo montes
En un galope junto al mar
Vieja fábrica
Adiós noche malévola
Mi caballo es la guitarra
Y el verso es quien me guía

El zopilote va, finge que no va y va
Y el zopilote va, finge que no va y va

Disco de plata
Corriendo de maleta en mano
Diciendo adiós y yéndose
Sumergiéndose en el cielo azul
Viene el redemundo
Y yo con mi sombrero de paja
Giro y vuelvo las tablas
Rumbo a la cruz del sur

El zopilote va, finge que no va y va
Y el zopilote va, finge que no va y va

Cobra caiana
Cascabel, cobra criada
Pájaro arrastrándose
Y la gente corriendo en el aire
Estrella verde, tierra azul, luna moteada
¡Bendición! Dios estrellado
Solo vine a admirarte

Nunca hay charla
Cuando hay una guitarra
Nunca hay susurros cuando hay un canto
Deja los problemas
Para después de la medianoche
Di adiós y vete
Solo no me detengas de volar

El zopilote va, finge que no va y va
Y el zopilote va, finge que no va y va

Escrita por: Cacá Ribeiro