395px

Viejo Arado

Cacique e Pajé

Velho Arado

Passeando pelas ruas da cidade
De um bairro nobre do lugar onde eu nasci
No jardim de uma mansão vi um arado
Parei meu carro e na hora estremeci
Pensei comigo esse arado já foi meu
E pelo cabo foi que eu reconheci

Cabo torto já lascado e quebrado
Esta do jeito que na roça te deixei
Foi um soco na raiz da perobeira
Num solavanco foi aí que te quebrei
Você saiu com os danos materiais
Infelizmente eu ai m machuquei

Do roçado fui levado para casa
Com muita dor muito mal então passei
Minha sorte foi o dito benzedor
Como veio em minha casa eu não sei
Foi me benzendo com nozinhos num barbante
Foi assim que mais tarde melhorei

Os bois que puxavam o arado
Foram achados bem distante nos confins
Arado velho, estou te olhando emocionado
Sinto seu bico cavocar dentro de mim
Mais o destino te deu por recompensa
Todo branco enfeitando este jardim

Aqui devem revoar os colibris
Que fazem ninho ao redor desta mansão
Foste igual aos passarinhos do passado
Que te rodeavam nas galhadas do sertão
Arado velho que me fez sentir saudade
Você mexeu o meu fraco coração

Viejo Arado

Paseando por las calles de la ciudad
En un barrio elegante del lugar donde nací
En el jardín de una mansión vi un arado
Detuve mi auto y en ese momento estremecí
Pensé que este arado fue mío
Y por el mango fue que lo reconocí

Mango torcido, ya astillado y roto
Así es como te dejé en el campo
Fue un golpe en la raíz del peral
Fue en ese sacudón que te rompí
Tú saliste con daños materiales
Desafortunadamente, yo también me lastimé

Del campo fui llevado a casa
Con mucho dolor, muy mal la pasé
Mi suerte fue el dicho curandero
No sé cómo llegó a mi casa
Me bendecía con nudos en un cordel
Así fue como más tarde mejoré

Los bueyes que tiraban del arado
Fueron encontrados muy lejos en los confines
Viejo arado, te estoy mirando emocionado
Siento tu pico cavar dentro de mí
Pero el destino te dio como recompensa
Todo blanco adornando este jardín

Aquí deben revolotear los colibríes
Que hacen nido alrededor de esta mansión
Fuiste igual a los pajaritos del pasado
Que te rodeaban en los matorrales del sertón
Viejo arado que me hizo sentir nostalgia
Tú removiste mi débil corazón

Escrita por: CACIQUE / Caetano Erba