Lobisomen
Foi lá no Corgo dos Pinto que ta fazendo um tempão
Lá na fazenda Ipê tinha uma assombração
Um dia eu fui ver de perto o bicho quase me come
Era um bicho esquisito
Pulando que nem cabrito dizem que era lobisomem.
Eu voltava da Alvaranga, sexta-feira da paixão
A noite era de lua cheia derramava o sue clarão
O meu corpo arrepiava eu passando ali sozinho
Outra vez o bicho feio
Tinha os dois olhos vermelhos atravessou meu caminho.
Minha besta refugou , foi tirando o meu galeio
A mula deu tanto pulo que me tirou do areio
Sorte que eu cai de pé, ainda não sei por que
Eu lutei desesperado
Mas esse bicho malvado só queria me comer.
Clamei a Nosso Senhor e fui fazendo oração
Fui andando e sentindo o peso da suas mãos
O bicho foi se acalmando e acabou minha aflição
Só Deus é que lhe consome
Lá não tem mais lobisomem acabou a assombração.
Hombre lobo
Fue en el Corgo dos Pinto que lleva un buen tiempo
En la finca Ipê había un espanto
Un día fui a ver de cerca al bicho que casi me come
Era un bicho extraño
Saltando como cabrito dicen que era un hombre lobo.
Regresaba de Alvaranga, viernes santo
La noche era de luna llena derramaba su claridad
Mi cuerpo se erizaba al pasar por ahí solo
Otra vez el bicho feo
Tenía los dos ojos rojos cruzó mi camino.
Mi bestia se asustó, se llevó mi galea
La mula dio tantos saltos que me sacó del arenal
Suerte que caí de pie, aún no sé por qué
Luché desesperado
Pero este bicho malvado solo quería comerme.
Clamé a Nuestro Señor y recé
Seguí caminando sintiendo el peso de sus manos
El bicho se fue calmando y terminó mi aflicción
Solo Dios es quien lo consume
Ya no hay más hombres lobos, se acabó el espanto.
Escrita por: CACIQUE / Page / Paulo Azarias