Meu Paraíso
Galo cantou no terreiro, eu acordei
Levantei fui pro riacho e me banhei
Já era um novo dia então olhei
As campinas verdejantes, então pensei.
Se um dia eu sair daqui eu nem sei
Fui andando, pensando eu falei
É uma riqueza tão divina que Deus fez
Daqui nunca esquecerei.
Esse é o meu paraíso só eu sei
Tenho tudo que eu quero e não comprei
Colho frutos todo dia e não plantei
Tudo é da natureza que eu herdei.
As águas do rio negro eu pesquei
Peixe dos grandes e bonito eu peguei
É uma riqueza tão divina que Deus fez
Daqui nunca esquecerei.
Na mata virgem bicho bravo eu amansei
Vi um correndo, então eu acompanhei
Era uma selva bruta onde eu entrei
O pai da mata lá bem longe avistei.
Sai andando nem pra traz eu não olhei
Ele é o caipora que na selva pos a lei
É uma riqueza tão divina que Deus fez
Daqui nunca esquecerei.
Mi Paraíso
El gallo cantó en el corral, me desperté
Me levanté, fui al arroyo y me bañé
Ya era un nuevo día, así que miré
Los campos verdes, entonces pensé
Si algún día me voy de aquí, ni siquiera sé
Caminaba, pensando, dije
Es una riqueza tan divina que Dios creó
De aquí nunca olvidaré
Este es mi paraíso, solo yo sé
Tengo todo lo que quiero y no compré
Cosecho frutos todos los días y no planté
Todo es de la naturaleza que heredé
Las aguas del río negro pesqué
Peces grandes y hermosos atrapé
Es una riqueza tan divina que Dios creó
De aquí nunca olvidaré
En la selva virgen domé animales salvajes
Vi uno corriendo, así que lo seguí
Era una jungla bruta en la que entré
Vi al padre de la selva muy lejos
Seguí caminando, ni siquiera miré hacia atrás
Él es el caipora que puso la ley en la selva
Es una riqueza tan divina que Dios creó
De aquí nunca olvidaré.
Escrita por: Afonso Bento / Geraldo Ferreira / Rodrigo Alessandro