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Última Mancada

Cacique e Pajé

Última Mancada

Quando eu era capataz lá na fazenda alvorada
Eu ai pro pantanal para ajuntar a boiada
Eu ficava ali andando na minha besta dourada
Na lida de boiadeiro, muitas mulheres e dinheiro
Uma do olhar morteiro que por mim ficou gamada.

Eu entrei em Campo Grande numa rua sem calçada
Fui passando de vagar na minha mula ferrada
Vi uma moça na janela uma prenda encantada
Ela me acenou com a mão, dei na rédea do mulão
Senti que meu coração alterou suas pancadas.

Fui chegando e fui beijando a sua face rosada
Foi quando ela me disse que já estava casada
Assim ela não podia ser a minha namorada
Senti uma dor no peito, mas por ser um bom sujeito
Eu não tinha esse direito de deixá-la apaixonada.

Muito triste fui dizendo tua beleza me agrada
Vou levar a sua imagem na minha mente gravada
Tomara que ela seja minha última mancada
Aquela hora vivida mudou muito a minha vida
A saudade dolorida no meu peito fez morada.

Última Mancada

Cuando era capataz en la hacienda alborada
Iba al pantanal para juntar el ganado
Allí andaba en mi caballo dorado
En la vida de vaquero, muchas mujeres y dinero
Una con mirada de muerte que se enamoró de mí.

Entré en Campo Grande por una calle sin pavimentar
Pasaba lentamente en mi mula herrada
Vi a una chica en la ventana, una prenda encantada
Me saludó con la mano, tiré de las riendas del mulo
Sentí que mi corazón cambió sus latidos.

Me acerqué y besé su rostro sonrosado
Fue cuando me dijo que ya estaba casada
Así que no podía ser mi novia
Sentí un dolor en el pecho, pero por ser un buen tipo
No tenía derecho a dejarla enamorada.

Muy triste le dije que su belleza me agrada
Llevaré su imagen grabada en mi mente
Espero que sea mi última metida de pata
Esa hora vivida cambió mucho mi vida
La dolorosa nostalgia se instaló en mi pecho.

Escrita por: Aleixinho / CACIQUE / Oswaldo Vieira Pinto