Vida de Caboclo
Chora viola sentida que eu vou chorar também
Aqui chora uma saudade da ausência de alguém
A viola está chorando nas dez cordas que ela tem
A vida deste caboclo é viver triste sem ninguém
Eu saí da minha terra mais ou menos faz dois anos
Da minha mamãe querida vivo sempre recordando
Sem saber pra onde ia sem destino eu vim andando
Cheguei aqui em São Paulo onde hoje estou morando
Eu deixei na minha terra meus pais e meus irmãos
Amigos como foi triste a dor da separação
Quantas vezes eu dormindo sonho com o sertão
Acordo aqui tão distante como dói meu coração
Adeus serras e montanhas, adeus casa de meus pais
A minha noiva querida e o sertão de Goiás
Eu deixei a minha terra por que a sorte é Deus quem faz
Está morando distante e não sei se volto mais
Vida de Caboclo
Llora guitarra sentida que yo también lloraré
Aquí llora una añoranza por la ausencia de alguien
La guitarra está llorando en las diez cuerdas que tiene
La vida de este mestizo es vivir triste sin nadie
Salí de mi tierra hace más o menos dos años
De mi querida mamá siempre vivo recordando
Sin saber a dónde iba, sin destino vine caminando
Llegué aquí en São Paulo donde hoy estoy viviendo
Dejé en mi tierra a mis padres y hermanos
Amigos, qué triste fue el dolor de la separación
Cuántas veces durmiendo sueño con el sertón
Despierto aquí tan lejos, cómo duele mi corazón
Adiós sierras y montañas, adiós casa de mis padres
Mi amada novia y el sertón de Goiás
Dejé mi tierra porque la suerte la hace Dios
Viviendo lejos y no sé si volveré
Escrita por: Zé Carreiro / Pedrão