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Los Dos Indios Guitarristas

Cacique e Pajé

Os Dois Índios Violeiros

Tenho meu cocar de pena
Colar de dente de fera
Sou nascido em Cabana
Bem no meio da tinguéra

Minha selva é enfeitada
Quando chega a primavera
Pra fazer minha caçada
Faço ceva na ramada onde a pintada béra

Dizem que o índio é selvagem
Quero que fiquem sabendo
O índio ama o verde
Nas águas não põe veneno

Eles não assaltam bancos
Conforme vocês tão vendo
Vejo gente na cadeia
Por mexer em coisa alheia tem homem branco morrendo

No vale do Tocantins
Entre castanhas e coqueiros
O índio sofre pressão
De capangas e posseiros

Não tem direito ao chão
Onde ele pisou primeiro
Oh! Tupã onipotente
Olhai pela nossa gente, os meus irmãos brasileiros

Defendendo a natureza
Do sertão e da cidade
Cantando e tocando viola
Conquistamos amizade

No lugar onde chegamos
Ao partir fica a saudade
Para o povo hospitaleiro
Os dois índios violeiros desejam felicidades

Los Dos Indios Guitarristas

Tengo mi tocado de plumas
Collar de dientes de fiera
Nací en Cabana
Justo en medio de la selva

Mi selva está adornada
Cuando llega la primavera
Para cazar
Hago cebo en la arboleda donde la pintada brama

Dicen que el indio es salvaje
Quiero que sepan
El indio ama el verde
En el agua no pone veneno

No asaltan bancos
Como ustedes ven
Veo gente en la cárcel
Por meterse en lo ajeno hay hombres blancos muriendo

En el valle del Tocantins
Entre castañas y cocoteros
El indio sufre presión
De matones y ocupantes

No tiene derecho a la tierra
Donde él pisó primero
¡Oh, Tupã omnipotente!
Cuida de nuestra gente, mis hermanos brasileños

Defendiendo la naturaleza
Del campo y la ciudad
Cantando y tocando la guitarra
Hemos conquistado amistad

En el lugar donde llegamos
Al partir queda la nostalgia
Para la gente hospitalaria
Los dos indios guitarristas desean felicidad

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