AVN (Anabela Viúva Negra)
Essa história é de alguém sem passado
Sem futuro e sempre ausente demais
Com a rainha dos mil bobos, otários
Anabela, a heroína do cais
Estrelas brilham num outubro cinzento
Páginas frias de um livro infeliz
Uma heroína a mais ou a menos
Salva você que sempre está por um triz
Suando frio pelo seu corpo em silêncio
Gritos de dor, picadas lentas, febris
Viúva negra que você não vê
Ela te mata quando dá prazer
Quanto mais grana, mais sujeira ela faz:
Anabela, heroína do cais
Senhora do descaso e mãe da luxúria
É mais um vício que floresce dos dentes
Você ficou doente e não quer a cura
Quer essa gostosa, que te liga, te acende
Ela te doma os sentidos e a fúria
Te deixa duro e cada vez mais inconsequente
Viúva negra que você não vê
Ela te mata quando dá prazer
Quanto mais grana, mais sujeira ela faz:
Anabela, heroína do cais
São pés de anjo num salto agulha
Roupinha transparente pra encher suas veias
É de primeira e está no cais à procura
De mais um pobre inserto pra cair na teia
Viúva negra que você não vê
Ela te mata quando dá prazer
Quanto mais grana, mais sujeira ela faz:
Anabela, heroína
Viúva negra que você não vê
Viúva negra... você não vê!
AVN (Anabela Viuda Negra)
Esta historia es de alguien sin pasado
Sin futuro y siempre demasiado ausente
Con la reina de los mil tontos, babosos
Anabela, la heroína del muelle
Las estrellas brillan en un octubre gris
Páginas frías de un libro infeliz
Una heroína más o una menos
Te salva cuando estás al borde del abismo
Sudando frío por tu cuerpo en silencio
Gritos de dolor, picaduras lentas, febriles
Viuda negra que no ves
Te mata cuando te da placer
Cuanto más dinero, más suciedad hace:
Anabela, heroína del muelle
Señora del desdén y madre de la lujuria
Es otro vicio que brota de los dientes
Te enfermaste y no quieres la cura
Quieres a esa deliciosa, que te llama, te enciende
Domina tus sentidos y la furia
Te deja duro y cada vez más inconsciente
Viuda negra que no ves
Te mata cuando te da placer
Cuanto más dinero, más suciedad hace:
Anabela, heroína del muelle
Son pies de ángel en un tacón aguja
Vestidito transparente para llenar tus venas
Es de primera y está en el muelle buscando
A otro pobre incauto para caer en la red
Viuda negra que no ves
Te mata cuando te da placer
Cuanto más dinero, más suciedad hace:
Anabela, heroína
Viuda negra que no ves
¡Viuda negra... tú no ves!
Escrita por: Caio Fragoso