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¿Sin darse cuenta?

Caio.B

Sem Perceber?

Pudesse andar
Sem sentir a todo momento
A sua presença a me perscrutar
O seu sorriso dissimulado
De mim ou para mim?
A dúvida cruel
Que a minha timidez amplifica
Com tal intensidade
Que dói como uma úlcera
Roendo os meus sentimentos [ também dissimulados]
Ou...
Talvez...
Por quê?

Amo sem perceber
Ou sem querer amar
Como se fosse coisa que eu pudesse controlar

Contorço como um insano faquir
Meto-me em apuros
Deixo os meus gestos me traírem
Não sei como eu fujo
Sei que é difícil dizer
O que já foi insinuado
Corro de tudo que é obvio mais isso não alivia, não
A dor de ser o medo de ter
Tudo isso assombra os meus dias
Pois

Amo sem perceber
Ou sem querer amar
Como se fosse coisa que eu pudesse controlar

Caminho a tarde toda e volto para o mesmo ponto de ônibus
Olho para as luzes e nada vejo
São muito brilhantes para as minhas retinas
Preciso de algo opaco
Preciso de algo mais fraco
Que combine comigo
Com quem

Ama sem perceber
Ou não sem querer amar
Quer controlar o mundo
E vive dum sentimento absurdo:
[ela nunca mais irá voltar!]

¿Sin darse cuenta?

Pudiera caminar
Sin sentir en todo momento
Tu presencia escudriñándome
Tu sonrisa disimulada
¿De mí o para mí?
La cruel duda
Que mi timidez amplifica
Con tanta intensidad
Que duele como una úlcera
Royendo mis sentimientos [también disimulados]
O...
Quizás...
¿Por qué?

Amo sin darme cuenta
O sin querer amar
Como si fuera algo que pudiera controlar

Me retuerzo como un loco faquir
Me meto en problemas
Dejo que mis gestos me delaten
No sé cómo huir
Sé que es difícil decir
Lo que ya ha sido insinuado
Huyo de todo lo obvio pero eso no alivia, no
El dolor de ser el miedo de tener
Todo esto atormenta mis días
Porque

Amo sin darme cuenta
O sin querer amar
Como si fuera algo que pudiera controlar

Caminé toda la tarde y regresé al mismo punto de autobús
Miro las luces y no veo nada
Son muy brillantes para mis retinas
Necesito algo opaco
Necesito algo más tenue
Que vaya conmigo
Con quien

Ama sin darse cuenta
O no sin querer amar
Quiere controlar el mundo
Y vive de un sentimiento absurdo:
[¡ella nunca más volverá!]

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