Espada Ligeira
Pelas ruas da Graça, na cabeça Concórdia
Discordei da nota e acordei mais cedo
Se o beco é estreito só passo de lado
Se vem um soldado retorno por medo
Por mais de mil anos fui contrariado
Pra ser disputado no pleito perfeito
De todas medidas, as mais conhecidas
As minhas histórias eu fiz do meu jeito
Nasci no floresta, Pracinha primeira
Rato de marquise, espada ligeira
Fiquei na campana, no escuro da beira
Só saio na calanga, terei minha estrela
Rodo na cidade, não marco bobeira
Jogava descalço pelada na feira
Eu nasci pra rua quer queira ou não queira
Rato de marquise, espada ligeira
Se a cabeça suspeita do meu paraíso
Nas noites insones do interior
De posto de beira, diploma de vidro
Fugi das escolas mas fui professor
Subi cordilheiras para ver
Qual foi a ganância da razão
As outras maneiras de viver
Também vou provar
Nasci no floresta, Pracinha primeira
Rato de marquise, espada ligeira
Fiquei na campana, no escuro da beira
Só saio na calanga, terei minha estrela
Rodo na cidade, não marco bobeira
Jogava descalço pelada na feira
Eu nasci pra rua quer queira ou não queira
Rato de marquise, espada ligeira
Não por valor, não por valor, não por valor, não por valor
Mas por valer a pena
Por valer a pena!
Espada Ligera
Por las calles de la Gracia, en la cabeza Concordia
Discrepé de la nota y desperté más temprano
Si el callejón es estrecho solo paso de lado
Si viene un soldado regreso por miedo
Por más de mil años fui contradicho
Para ser disputado en el pleito perfecto
De todas las medidas, las más conocidas
Mis historias las hice a mi manera
Nací en el bosque, Plazuela primera
Rata de marquesina, espada ligera
Permanecí en la campana, en la oscuridad del borde
Solo salgo en la calaña, tendré mi estrella
Recorro la ciudad, no marco bobeira
Jugaba descalzo a la pelota en la feria
Nací para la calle quiera o no quiera
Rata de marquesina, espada ligera
Si la cabeza sospecha de mi paraíso
En las noches insones del interior
De puesto de borde, diploma de vidrio
Huí de las escuelas pero fui profesor
Subí cordilleras para ver
Cuál fue la codicia de la razón
Las otras maneras de vivir
También las probaré
Nací en el bosque, Plazuela primera
Rata de marquesina, espada ligera
Permanecí en la campana, en la oscuridad del borde
Solo salgo en la calaña, tendré mi estrella
Recorro la ciudad, no marco bobeira
Jugaba descalzo a la pelota en la feria
Nací para la calle quiera o no quiera
Rata de marquesina, espada ligera
No por valor, no por valor, no por valor, no por valor
Sino por valer la pena
¡Por valer la pena!