Resposta do Caminheiro
Meu querido e bom amigo conterrâneo
Estou chegando agora da nossa terra
Conforme você pediu eu passei um dia
Na sua casinha branca ao pé da serra
Quando fui aproximando lá no terreiro
O seu cachorro campeiro latiu uivando
Seu cavalo relinchou perto da porteira
Pensavam que era você que estava chegando
O galo índio cantou feliz no poleiro
Correndo sua mãezinha veio à janela
Notei que a pobre velhinha sorriu chorando
Foi quando eu transmiti seu recado a ela
Sua velha espingarda cartucheira
Está no mesmo lugar que você deixou
O seu violão amigo está pendurado
Depois que você partiu ninguém mais tocou
Nem mesmo a sua sela de montaria
Depois que veio embora ninguém usou
Sem você aquela casa é tão vazia
Chorando sua mãezinha assim me falou
Amigo, volte depressa pra nossa terra
Peça licença uns dias na faculdade
Amigo, seja um bom filho e volte pra casa
Não mate sua mãezinha de saudade
Respuesta del Caminante
Mi querido y buen amigo compatriota
Acabo de llegar de nuestra tierra
Como pediste, pasé un día
En tu casita blanca al pie de la sierra
Cuando me acerqué al patio
Tu perro campesino ladró aullando
Tu caballo relinchó cerca del portón
Pensaban que eras tú quien llegaba
El gallo cantó feliz en el gallinero
Corriendo, tu mamá vino a la ventana
Noté que la pobre anciana sonrió llorando
Fue cuando le transmití tu mensaje
Tu vieja escopeta cartuchera
Está en el mismo lugar donde la dejaste
Tu guitarra amiga está colgada
Desde que te fuiste, nadie la ha tocado
Ni siquiera tu montura
Desde que te fuiste, nadie la ha usado
Sin ti, esa casa está tan vacía
Llorando, tu mamá me dijo así
Amigo, vuelve pronto a nuestra tierra
Pide permiso unos días en la universidad
Amigo, sé un buen hijo y vuelve a casa
No hagas llorar a tu mamá de añoranza
Escrita por: Jack / Vicente P. Machado