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El ladrón de gallinas

Canário e Passarinho

O Ladrão de Galinha

Em Cássia Minas Gerais
Na fazenda do Brejão
Aconteceu uma história
De doer no coração
Um pai matou o filho
Na maior judiação
Só porque ele roubou
Uma galinha do patrão
O menino era pobre
E andava em situação
Ele vendeu a galinha
Que roubou do seu patrão
Pra comprar uma camisa
Que era sua intenção
E não pensava que o destino
Preparava uma traição

Pois o fazendeiro viu
Lá de trás do barracão
Chamou o pai do menino
E contou-lhe um sermão
Ou o senhor saia daqui
Ou dá nele uma lição
Aqui na minha fazenda
Eu não aceito ladrão

O homem quando ouviu isto
Lhe cortou o coração
E disse pro fazendeiro
Ele não rouba mais não
E voltou pra sua casa
Amolou o seu facão
E chamou o seu menino
E subiu pro cerradão

Lá no meio do cerrado
Fez um buraco no chão
O menino inocente
Ajudou com enxadão
Depois chamou seu menino
E explicou sem compaixão
Tu agora vai morrer
Só porque tu és ladrão

O menino de joelhos
Pro seu pai pediu perdão
Mas ele não perdoou
E arrancou do seu facão
Degolou o seu pescoço
Que morto caiu no chão
Depois enterrou o menino
Na maior satisfação

El ladrón de gallinas

En Cássia Minas Gerais
En la finca de Brejão
Sucedió una historia
Que duele en el corazón
Un padre mató a su hijo
En la mayor crueldad
Solo porque robó
Una gallina del patrón
El niño era pobre
Y vivía en la miseria
Vendió la gallina
Que robó al patrón
Para comprar una camisa
Era su intención
Sin imaginar que el destino
Le preparaba una traición

El hacendado vio
Desde atrás del galpón
Llamó al padre del niño
Y le dio un sermón
O te vas de aquí
O te enseño una lección
En mi finca
No acepto ladrones

El hombre al escuchar esto
Le partió el corazón
Y le dijo al hacendado
Ya no robará más
Regresó a su casa
Afilar su machete
Y llamó a su hijo
Subieron al cerradón

En medio del cerrado
Hicieron un hoyo en el suelo
El niño inocente
Ayudó con el azadón
Luego llamó a su hijo
Y sin compasión explicó
Ahora morirás
Solo porque eres ladrón

El niño de rodillas
A su padre pidió perdón
Pero él no perdonó
Y con su machete le cortó
Degolló su cuello
Cayó muerto al suelo
Luego enterró al niño
Con gran satisfacción

Escrita por: Canario / Aparecido F Pessoa