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Quebra Galho

Canário e Passarinho

Quebra Galho

Lá no bairro onde eu moro
Na fazenda do Pau D’aio
Todo dia eu me divirto
Lá na venda do Sampaio

A peãozada reúne
Pra cantá e jogá baraio
Todo mundo me conhece
Por nome de quebra gaio

Pra fazer o meu passeio
Tenho o meu cavalo baio
Quando tem festa no bairro
É certeza que eu não faio

Quando entro no catira
Eu faço tremê o soaio
As teia da casa cai
Por não resisti o chacoaio

Onde eu canto cururu
Pros violeiro eu dô trabaio
Eu passo a mão na viola
As morena logo atraio

Na batida do meu pinho
Pra cantá não me atrapaio
Eu sou duro que nem aço
Não sinto o peso do maio

Pra cantá um desafio
Não preciso fazê ensaio
Os meus verso tem veneno
Nos violeiro dá desmaio

Na hora da despedida
Sempre digo quando saio
Adeus senhores que fica
Vai-se embora o quebra gaio

Quebra Galho

En el barrio donde vivo
En la finca del Pau D’aio
Todos los días me divierto
En la tienda de Sampaio

La peonada se reúne
Para cantar y jugar baraio
Todos me conocen
Por el nombre de quebra gaio

Para pasear
Tengo mi caballo bayo
Cuando hay fiesta en el barrio
Es seguro que no fallo

Cuando entro al catira
Hago temblar el soaio
Las telarañas de la casa caen
Por no resistir el chacoaio

Donde canto cururu
A los violinistas les doy trabajo
Acaricio la guitarra
Y atraigo a las morenas

En el ritmo de mi guitarra
Para cantar no me enredo
Soy duro como el acero
No siento el peso de mayo

Para cantar un desafío
No necesito ensayo
Mis versos son veneno
Para los violinistas es desmayo

En la despedida
Siempre digo al partir
Adiós señores que se quedan
Se va el quebra gaio

Escrita por: Passarinho / Roque José De Almeida