Voz da Boemia
É alta noite eu vago pela rua
Sem ter vontade de voltar para o meu lar
Daqui a pouco brilhará a luz da Lua
E as mariposas virão me procurar
Elas não sabem que o dinheiro que eu tinha
Por causa delas pouco a pouco se acabou
Eu reconheço que a culpa é toda minha
Por maltratar a mulher que me amou
Eu me esquecendo que ela era minha esposa
Abandonei-a pra seguir a boemia
Pra se manter ela tornou-se mariposa
E aos boêmios como eu faz companhia
E hoje eu vivo remoendo a minha mágoa
Dos meus tormentos a ninguém posso culpar
Em alta noite com os olhos rasos d’água
Outros boêmios vejo os seus lábios beijar
Agora ela não se importa mais comigo
Seu coração pela dor foi transformado
Quero voltar, porém para o meu castigo
Ela só ama hoje as noites de pecado
E quando a Lua no horizonte se decai
E os meus prantos se refletem ao luar
Ouço uma voz que me chama e me atrai
É a boemia que não quer me abandonar
Voz de la bohemia
Es altas horas de la noche y camino por la calle
Sin ganas de regresar a mi hogar
Pronto brillará la luz de la Luna
Y las polillas vendrán a buscarme
Ellas no saben que el dinero que tenía
Por culpa de ellas poco a poco se acabó
Reconozco que la culpa es toda mía
Por maltratar a la mujer que me amaba
Olvidando que ella era mi esposa
La abandoné para seguir la bohemia
Para sobrevivir se convirtió en polilla
Y a bohemios como yo les hace compañía
Hoy vivo rememorando mi dolor
De mis tormentos no puedo culpar a nadie
En altas horas de la noche con los ojos llorosos
Veo a otros bohemios besar sus labios
Ahora ella ya no se preocupa por mí
Su corazón ha sido transformado por el dolor
Quiero regresar, pero para mi castigo
Ella solo ama hoy las noches de pecado
Y cuando la Luna en el horizonte se oculta
Y mis lágrimas se reflejan en su luz
Escucho una voz que me llama y me atrae
Es la bohemia que no quiere abandonarme
Escrita por: José Ferreira / Passarinho