Mareia
(Mareia)
O "zóio" se enche d'água porque não sabe rezar
O canto é muito triste e não se pode esbravejar
A caatinga só castiga aquele pobre a se arrastar
Pra sua Meca só caminha com os pés até sangrar
(Mareia)
Macaxeira é mandioca, a raiz pra alimentar
O suor do seu vintém é o que sustenta seu lugar
O do vinagre vai preso e o da Mercedes vai gozar
E o governo diz que não precisa escola pra estudar
(Mareia)
A barragem só se aguenta se a propina se enterrar
E "as vista" se mareia em ver o rio se enlamear
Mas a vale não é doce, o açúcar vai azedar
De que vale os seus "minério" se quem fica morre lá?
Alcunha de bandido é pleonasmo se pensar
Ao Cunha, de bandido, é pleonasmo.
O terno sujo de sangue não tem água pra lavar
O terno sujo de sangue não tem alma
O terno sujo de sangue não tem alma pra lavar
O terno sujo de sangue não tem água
Mareia
(Mareia)
El 'ojo' se llena de agua porque no sabe rezar
El canto es muy triste y no se puede gritar
La caatinga solo castiga a aquel pobre que se arrastra
Hacia su Meca solo camina con los pies hasta sangrar
(Mareia)
La macaxeira es mandioca, la raíz para alimentar
El sudor de su dinero es lo que sostiene su lugar
El del vinagre va preso y el de la Mercedes va a disfrutar
Y el gobierno dice que no se necesita escuela para estudiar
(Mareia)
La represa solo se sostiene si la coima se entierra
Y 'las vistas' se marean al ver el río enlodarse
Pero la vale no es dulce, el azúcar se va a agriar
¿De qué vale sus 'minerales' si quien se queda muere allá?
Apodo de bandido es pleonasmo si se piensa
Para Cunha, de bandido, es pleonasmo.
El traje sucio de sangre no tiene agua para lavar
El traje sucio de sangre no tiene alma
El traje sucio de sangre no tiene alma para lavar
El traje sucio de sangre no tiene agua
Escrita por: Daniel Boldrin / Lucas Silva