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Una Pelea

Canis Familiaris

A Pele

Do amor que lhe paguei não recebi o troco
Por isso roubo seu jantar e também o almoço
Pelas suas mão furtei meu pobre bolso
Sim, sei. A gula me faz comer o próprio olho

Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto eu lhe imploro
A pele, a carne e o osso

Seres imbatíveis, super-heróis do esgoto
Os super-súperes felizes lá do fundo do poço
Nós não somos medíocres se tudo é questão de gosto
Teus beijos, tuas mordidas nunca atingiram meu rosto

Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto eu lhe imploro
A pele, a carne e o osso

Não, nunca chego ao fim sempre começo de novo
Aonde está sua corda, aqui está meu pescoço
Sou o bandido temido e temo roubar-lhe o ouro
Pois sabes me alimentas com as chamas de teu fogo

Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto lhe peço
Pedaços crus de seu corpo
Ainda faminto eu lhe imploro
A pele, a carne e o osso

Una Pelea

Del amor que te di no recibí el cambio
Por eso robo tu cena y también el almuerzo
Con tus manos robé mi pobre bolsillo
Sí, lo sé. La gula me hace comer mi propio ojo

Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te suplico
La piel, la carne y el hueso

Serás invencible, superhéroes del alcantarillado
Los súper-súper felices allá en el fondo del pozo
No somos mediocres si todo es cuestión de gusto
Tus besos, tus mordidas nunca alcanzaron mi rostro

Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te suplico
La piel, la carne y el hueso

No, nunca llego al final siempre empiezo de nuevo
¿Dónde está tu cuerda, aquí está mi cuello?
Soy el temido bandido y temo robarte el oro
Pues sabes que me alimentas con las llamas de tu fuego

Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te pido
Trozos crudos de tu cuerpo
Todavía hambriento te suplico
La piel, la carne y el hueso

Escrita por: Dinho Silva