395px

Héroe

Capitão Além

Herói

Diante de ensandecida turba
Ele calava, e sempre calava
Não mais agia como certo ou errado
E não dizia, não dizia nada
Se dizia, era um salve à ignorância da juventude
Não me livre dessa ânsia, dessa ânsia
Desse peso, essa moléstia, essa mentira, essa tragédia, essa loucura
Que de fato te sustenta e então padece

Peço humildes culpas, sempre quis ser herói
Não vou cantar somente o que é bonito e belo infinitamente
Estou ciente que você vai me lembrar de onde eu sou
Filho, eu lhe diria se um dia soubesse que não sabe o que fazer
E se me perguntares: pai; provavelmente te diria
Eu não sei também

Héroe

Diante de una turba enloquecida
Él se callaba, y siempre se callaba
Ya no actuaba como correcto o incorrecto
Y no decía, no decía nada
Si decía algo, era un saludo a la ignorancia de la juventud
No me liberes de este anhelo, de este anhelo
De este peso, esta dolencia, esta mentira, esta tragedia, esta locura
Que de hecho te sostiene y luego padece

Pido humildes disculpas, siempre quise ser un héroe
No cantaré solo lo bonito y lo bello infinitamente
Sé que me recordarás de dónde vengo
Hijo, te lo diría si algún día supiera qué hacer
Y si me preguntas: padre; probablemente te diría
Yo tampoco sé

Escrita por: João Alberto Redondo / Maurício Redondo