As Éticas de Se Roubar Uma Bicicleta
"Não é errado odiar ninguém."
Disse o velho homem
Com os olhos vermelhos de chorar
Eu estive procurando também
As línguas do coração
E não achei ninguém
Eu busco mãos,
Eu tenho pés
Não tenho paz nenhuma não
Então porque lutei?
Eu derramei sangue também
Eu esperei de pé
A tormenta passar
O meu barco naufragou
Não há cores no meu mundo seco,
E mesmo assim,
Você quer estar aqui, comigo
Eu não culpo quem não segue o vento
Não fosse o tempo
Eu faria o mesmo que vocês
O que me mata
Agora eu marco no relógio
Como quem tenta agarrar o ar com as próprias mãos
Então porque lutei?
Eu derramei sangue também
Eu esperei de pé
A tormenta passar
O meu barco naufragou
Las Éticas de Robar una Bicicleta
No está mal odiar a nadie.
Dijo el viejo hombre
Con los ojos rojos de llorar
También he estado buscando
Las lenguas del corazón
Y no encontré a nadie
Busco manos,
Tengo pies
No tengo paz alguna
Entonces, ¿por qué luché?
También derramé sangre
Esperé de pie
Que la tormenta pasara
Mi barco naufragó
No hay colores en mi mundo seco,
Y aún así,
Quieres estar aquí conmigo
No culpo a quien no sigue el viento
Si no fuera por el tiempo
Haría lo mismo que ustedes
Lo que me mata
Ahora lo marco en el reloj
Como quien intenta atrapar el aire con las propias manos
Entonces, ¿por qué luché?
También derramé sangre
Esperé de pie
Que la tormenta pasara
Mi barco naufragó
Escrita por: Henrique Reis