Velhas Feridas Reabertas (part II)
É tarde em tua casa
Saudades, uma carta
Verdades, a idade
Eu lembro de tudo
É noite, é noite
— Ei você aí!
Lembra de mim?
Deixei a porta aberta
Velhas feridas reabertas
Gentileza tem aos montes
Na terra onde fui conde e perdi o meu castelo
Esperança em vários nomes
O que deixamos de sincero são as marcas a curar
Mas o sol ainda há de brilhar, brilhar
O que eu aprendi com você
É que o certo sempre há de temer
E o vencedor é quem mente mais
Eu estive aqui
Lembra de mim?
Estive de peito aberto
À espera de um verso controverso
Eu enfrentei correntes
Derrubei cada um dos deuses
E tive medo de ti
Fui derrotado pela espada
Que um dia confiei a ti
Eu confiei em ti
Mas o sol ainda há de morrer, morrer
Eu esperei calado!
Braços abertos, pulsos cortados
E o que eu busco agora é um pouco de mim
Busco justiça
Nem que seja com as próprias mãos
Busco justiça
Para o seu crime
Eu busco justiça
Nem que seja justiça com as próprias mãos
Justiça com as próprias mãos
Para o seu crime sem perdão
O sangue agora é negro
Paixão um pesadelo
As lembranças são espinhos dos quais não consigo me livrar
Mas o seu tiro há de ricochetear
A sua faca volta a lhe cortar
Eu quero ver o seu sangue jorrar!
Eu quero ver o seu sangue jorrar!
Eu quero ver o seu sangue jorrar!
Eu quero ver o seu sangue jorrar!
E se eu bater a tua porta é melhor me atender!
Viejas Heridas Reabiertas (parte II)
Es tarde en tu casa
Nostalgia, una carta
Verdades, la edad
Recuerdo todo
Es noche, es noche
— ¡Eh tú ahí!
¿Te acuerdas de mí?
Dejé la puerta abierta
Viejas heridas reabiertas
La amabilidad abunda
En la tierra donde fui conde y perdí mi castillo
Esperanza en varios nombres
Lo sincero que dejamos son las marcas a sanar
Pero el sol aún ha de brillar, brillar
Lo que aprendí contigo
Es que lo correcto siempre ha de temer
Y el vencedor es quien más miente
Estuve aquí
¿Te acuerdas de mí?
Estuve con el pecho descubierto
Esperando un verso controvertido
Enfrenté cadenas
Derribé a todos los dioses
Y tuve miedo de ti
Fui derrotado por la espada
Que un día te confié
Yo confié en ti
Pero el sol aún ha de morir, morir
Esperé en silencio
Brazos abiertos, muñecas cortadas
Y ahora busco un poco de mí
Busco justicia
Aunque sea con mis propias manos
Busco justicia
Por tu crimen
Busco justicia
Aunque sea justicia con mis propias manos
Justicia con mis propias manos
Por tu crimen sin perdón
La sangre ahora es negra
La pasión es una pesadilla
Los recuerdos son espinas de las que no puedo deshacerme
Pero tu disparo rebotará
Tu cuchillo volverá a cortarte
¡Quiero ver tu sangre derramarse!
¡Quiero ver tu sangre derramarse!
¡Quiero ver tu sangre derramarse!
¡Quiero ver tu sangre derramarse!
¡Y si golpeo tu puerta, es mejor que me atiendas!
Escrita por: Henrique Reis