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Carta

Carandina

Carta

Bia
Dessa vez a carta é em forma de canção
Porque já não sei se eu aguento não
Ter de esmiuçar o que eu sinto
O que eu penso e quem eu amo
Sem me alterar

Bia
Ainda não li seu livro de poemas
Mas conservo em mim uma certeza apenas
De que estamos nessas linhas
Cada vez mais juntos
Ainda que separados

Não vou reclamar
A carta aberta é pra simplificar
O que o tempo não pode encerrar
Nessa estiagem de sonhos vazios

Não vou reclamar
O certo agora é me enterrar
Toda essa arma que não quero usar
Ao atravessar o curso desse rio

Bia
Não vou lhe falar de outra desilusão
Nem contar meus passos nessa escuridão
Deixa eu me afundar no desatino desses nós
Enquanto o tempo atravessa a minha voz

Não vou reclamar
A carta aberta é pra simplificar
O que o tempo não pode encerrar
Nessa estiagem de sonhos vazios

Não vou reclamar
O certo agora é me enterrar
Toda essa arma que não quero usar
Ao atravessar o curso desse rio

Carta

Bia
Esta vez la carta es en forma de canción
Porque ya no sé si puedo aguantar
Tener que analizar lo que siento
Lo que pienso y a quien amo
Sin alterarme

Bia
Todavía no he leído tu libro de poemas
Pero conservo en mí una certeza solamente
De que estamos en estas líneas
Cada vez más juntos
Aunque separados

No voy a quejarme
La carta abierta es para simplificar
Lo que el tiempo no puede cerrar
En esta sequía de sueños vacíos

No voy a quejarme
Lo correcto ahora es enterrarme
Toda esta arma que no quiero usar
Al atravesar el curso de este río

Bia
No te hablaré de otra desilusión
Ni contaré mis pasos en esta oscuridad
Déjame hundirme en la locura de estos nudos
Mientras el tiempo atraviesa mi voz

No voy a quejarme
La carta abierta es para simplificar
Lo que el tiempo no puede cerrar
En esta sequía de sueños vacíos

No voy a quejarme
Lo correcto ahora es enterrarme
Toda esta arma que no quiero usar
Al atravesar el curso de este río

Escrita por: Carandina