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Madeira Sin Ley

Carla Casarim

Madeira Sem Lei

Araçá, Pau-pereira, Mangueira, Jaborandi, Oiti, Juá
Tucumã, Caúna, Maria - Faceira, Guarita

Pau-Brasil, reclama o direito à nossa terra mãe
Que é pranto só

Gravatá, Jatobá, Caóba, Candeia, Aguaí, Guêta
Buriti, Ingá, Sumaúma e Jequitibá

Das raízes, cravadas no peito dessa terra mãe
Já se cansam de clamar

Sangue, é seiva que corre pungente no fio do machado
É mancha que cresce doente pra todos os lados
Sem sombra

Tomba, madeira sem lei nem perdão
Pelas mãos dos atrozes
É chegada, é a hora hora dos homens
Erguerem as vozes

Para a matança acabar
E a moto-serra pararem

Madeira Sin Ley

Araçá, Pau-pereira, Mangueira, Jaborandi, Oiti, Juá
Tucumã, Caúna, Maria - Coqueta, Guarita

Pau-Brasil, reclama el derecho a nuestra tierra madre
Que es solo llanto

Gravatá, Jatobá, Caoba, Candeia, Aguaí, Guêta
Buriti, Ingá, Sumaúma y Jequitibá

De las raíces, clavadas en el pecho de esta tierra madre
Ya se cansan de clamar

Sangre, es savia que corre punzante en el filo del hacha
Es mancha que crece enferma por todos lados
Sin sombra

Caen, madera sin ley ni perdón
Por las manos de los atroces
Es la hora, la hora de los hombres
Levantar sus voces

Para que la matanza termine
Y las motosierras se detengan

Escrita por: Gui Cardoso / Mateus Sartori