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Caballo suelto

Carla Pires

Cavalo À Solta

Minha laranja amarga e doce, meu poema
Feito de gomos de saudade, minha pena
Pesada e leve, secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura

Minha ousadia, meu galope, minha rédea
Meu potro doido, minha chama, minha réstia
De luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa

Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo

Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura

Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma, amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo

Meu desafio, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura

Caballo suelto

Mi naranja amarga y dulce, mi poema
Hecho de gajos de nostalgia, mi pena
Pesada y ligera, secreta y pura
Mi paso hacia lo breve
Breve instante de locura

Mi osadía, mi galope, mi rienda
Mi potro loco, mi llama, mi destello
De luz intensa, de voz abierta
Mi denuncia de lo que piensa
Lo que siente la gente correcta

En ti respiro, en ti pruebo
Por ti obtengo esta fuerza que de nuevo
En ti persigo, en ti recorro
Caballo suelto por la orilla de tu cuerpo

Mi alegría, mi amargura
Mi valentía de correr contra la ternura

Por eso canto canción castigo
Almendra, sabor, cuerpo, alma, amante, amigo
Por eso canto, por eso digo
Porche, casa, cama, arcón de mi trigo

Mi desafío, mi aventura
Mi valentía de correr contra la ternura
Mi osadía, mi aventura
Mi valentía de correr contra la ternura

Escrita por: Ary Dos Santos / Fernando Tordo