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Reliquias del Hombre del Campo

Carlinhos do Pala Branco

Relíquias do Homem do Campo

Buçal, maneador maneia
Rédeas de couro ensebadas
Relíquias que são cuidadas
Que nem troféus cintilantes

E o gancham altar gigante
Que as conservam penduradas
E é como um ritual sagrado
Que as contemplam todo instante

Tomara que a natureza
Tenha força pra vencer
Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Conservo um galpão de palha
Num quintal arborizado
E um palanque bem cravado
Simbolizando a estância

Nas flores sinto a fragrância
Quando mateio cedinho
E o canto dos passarinhos
Fazem recordar minha infância

Tomara que a natureza
Tenha força pra vencer
Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Quantos anos se passaram
Depois que vim pra cidade
Quase morro de saudade
Quando a tarde vem caindo

Quando o Sol vai se sumindo
Do gado ouço o berreiro
E os instintos de um campeiro
Aos poucos vão se extinguindo

Tomara que a natureza
Tenha força pra vencer
Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Me sento junto a lareira
E atiço o fogo de chão
Com mate canha e violão
Vou afogando meu pranto

Nesta milonga que canto
Olhando o fogo crescer
E rezando pra não morrer
O que ainda resta do campo

Tomara que a natureza
Tenha força pra vencer
Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Mesmo com todo o progresso
Não deixe o campo morrer

Reliquias del Hombre del Campo

Buçal, maneador maneja
Riendas de cuero engrasadas
Reliquias que son cuidadas
Como trofeos brillantes

Y el gancho en el altar gigante
Que las conserva colgadas
Es como un ritual sagrado
Que las contemplan todo el tiempo

Ojalá que la naturaleza
Tenga fuerza para vencer
A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

Conservo un galpón de paja
En un patio arbolado
Y un poste bien clavado
Simbolizando la estancia

En las flores siento la fragancia
Cuando tomo mate temprano
Y el canto de los pájaros
Me hace recordar mi infancia

Ojalá que la naturaleza
Tenga fuerza para vencer
A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

Cuántos años han pasado
Desde que vine a la ciudad
Casi muero de nostalgia
Cuando la tarde cae

Cuando el sol se va ocultando
Escucho el mugido del ganado
Y los instintos de un campesino
Poco a poco se van extinguiendo

Ojalá que la naturaleza
Tenga fuerza para vencer
A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

Me siento junto a la chimenea
Y avivo el fuego del fogón
Con mate, caña y guitarra
Voy ahogando mi llanto

En esta milonga que canto
Viendo crecer el fuego
Y rezando para que no muera
Lo que aún queda del campo

Ojalá que la naturaleza
Tenga fuerza para vencer
A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

A pesar de todo el progreso
No deje morir al campo

Escrita por: Carlinhos do Pala Branco