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Nana en la Favela

Carlinhos Vergueiro

Acalanto Na Favela

Um dia o Cristo Redentor cansado
De tanto ver lá embaixo aquele horror
Explodiu seu pedestal no Corcovado
E foi interrogar o bando armado
Quem atirou nas crianças, quem mandou?
Todos os pobres do Rio de Janeiro
Cortiço, beco, favela, pardieiro
Saíram para ver o seu guerreiro
Com o porte de mais de 30 metros
As duas mãos enormes de concreto...
E voz mais forte do que mil trovões:
“Eu vim aqui trazer paz aos seres bons
E aos que têm fome de justiça e pão
Aos assassinos, trago a punição!”

O leve sopro da estátua gigante
Provocou um ciclone fulminante
Jogando os mandados e mandantes
Nas cadeias perpétuas do inferno
Condenados ao justo fogo eterno.
Cristo vendo as mães desesperadas
Ressuscitou as crianças baleadas
Andersons, Marielles, Amarildos
João Pedro e seus irmãos perdidos
Na lista sem fim dos desaparecidos...

Com esta fábula de paixão e fé
Para quem só restou a lei divina
A mãe acalentou sua menina
Que adormeceu na favela da Maré.

Nana en la Favela

Un día el Cristo Redentor cansado
De tanto ver abajo aquel horror
Explotó su pedestal en el Corcovado
Y fue a interrogar al grupo armado
¿Quién disparó a los niños, quién ordenó?
Todos los pobres de Río de Janeiro
Cortijo, callejón, favela, tugurio
Salieron a ver a su guerrero
Con una estatura de más de 30 metros
Las dos enormes manos de concreto...
Y una voz más fuerte que mil truenos:
"He venido a traer paz a los seres buenos
Y a los que tienen hambre de justicia y pan
¡A los asesinos, traigo la punición!"

El ligero soplo de la estatua gigante
Provocó un ciclón fulminante
Arrojando a los mandados y mandantes
A las cárceles perpetuas del infierno
Condenados al justo fuego eterno.
Cristo viendo a las madres desesperadas
Resucitó a los niños baleados
Andersons, Marielles, Amarildos
João Pedro y sus hermanos perdidos
En la lista interminable de los desaparecidos...

Con esta fábula de pasión y fe
Para aquellos a quienes solo les queda la ley divina
La madre arrulló a su niña
Que se durmió en la favela de Maré.

Escrita por: Carlinhos Vergueiro – J. Petrolino