Meus Dezoito Anos
Ai, triste desengano
Meus dezoito anos
Ficaram pra trás
Ai, tempo de criança
É a minha infância
Que foi embora e não volta mais
Eu já fui criança um dia
Eu já morei no sertão
Eu já puxei boi de guia
Já fui candeeiro bom
O tamoeiro rangia
No lombo que fui peão
Do carro eu já fui eixo
Da boiada fui ferrão
Ai, triste desengano
Meus dezoito anos
Ficaram pra trás
Ai, tempo de criança
É a minha infância
Que foi embora e não volta mais
A lembrança traz saudade
No peito aumenta a paixão
O tempo da mocidade
Vivem na imaginação
Esta vida da cidade
Machuca meu coração
Porque nesta minha idade
Choro de recordação
Ai, triste desengano
Meus dezoito anos
Ficaram pra trás
Ai, tempo de criança
É a minha infância
Que foi embora e não volta mais
Agora que eu cresci
Não sai da minha lembrança
O quanto feliz vivi
No meu tempo de criança
O que nunca esqueci
Foi a saudosa infância
Mas por tudo que sofri
Ainda tenho esperança
Mis Dieciocho Años
Ay, triste desengaño
Mis dieciocho años
Quedaron atrás
Ay, tiempo de niñez
Es mi infancia
Que se fue y no vuelve más
Ya fui niño un día
Ya viví en el campo
Ya tiré del buey de guía
Ya fui buen candilero
El timonero crujía
En el lomo que fui peón
Del carro ya fui eje
De la manada fui aguijón
Ay, triste desengaño
Mis dieciocho años
Quedaron atrás
Ay, tiempo de niñez
Es mi infancia
Que se fue y no vuelve más
El recuerdo trae nostalgia
En el pecho aumenta la pasión
El tiempo de la juventud
Vive en la imaginación
Esta vida de la ciudad
Lastima mi corazón
Porque en esta edad mía
Lloro de recuerdo
Ay, triste desengaño
Mis dieciocho años
Quedaron atrás
Ay, tiempo de niñez
Es mi infancia
Que se fue y no vuelve más
Ahora que crecí
No se borra de mi memoria
Cuánto feliz viví
En mi tiempo de niñez
Lo que nunca olvidé
Fue la añorada infancia
Pero por todo lo que sufrí
Todavía tengo esperanza
Escrita por: Carlito / José Homero Béttio