Não Sou Um de Vocês
Confesso, não tenho a honestidade, honradez do delegado
Que vive do acerto do excluído, 33 forjado
Ele gabaritou no concurso pra desfilar no matadouro
De Porsche Panamera com envelopamento cromado ouro
Não tenho a ética do doutor que fez medicina
Pra desligar oxigênio, deixar baleado sem anestesia
Sou um fracasso, não virei juiz da execução penal
Que põe parente almoçando no chão, na visita semanal
Zero em dramaturgia pra TV brasileira
Não sei escrever a novela que inferioriza a mulher negra
Fiquei com falta nas aulas de boas maneiras
Pra dopar com vários Rivotril, provocar suicídio de presa
Não tenho ódio de classe pra digitar: Se fudeu
Foi roubar corrente, ainda bem que morreu!
Longe de ser cidadão de bem, não pus a touca ninja
Que faz o Brasil liderar com folga o ranking das chacinas
Não fiz Fake News, não impulsionei nome em rede social
Fraudando o TSE pra vencer corrida eleitoral
Admito burguês, não sou um de vocês, não tenho vocação
Pra viciar criança, aliciar pra prostituição
No máximo, posso invadir a cobertura do banqueiro
Queimar o rosto com isqueiro, se esconder o dinheiro
Não quero a obra em vários países, sou só o Kamikaze
Que cansou de osso encontrado por farejador de cadáver
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
Sou má influência, não me alio ao PM cuzão
Que chuta a moto pra derrubar fugitivo no chão
Incompetente, não sei usar a miséria do excluído
Pra enriquecer, vender blindagem, colete balístico
Sem etiqueta, não inventei o crime perfeito
Catar bilhões e por na fatura do menino negro
Até na quebrada, o estereótipo de delinquente
É adolescente carente, afrodescendente
Não criei a ideologia racista da alta sociedade
Pilar do Bullying presente na escola, em todas as classes
Se tivesse roubado vaga em universidade federal
Formularia a mais perfeita pena capital
Que é mais letal que a da China, Arábia Saudita
E é vendida como mero confronto com a polícia
Sem criatividade, não faço data comemorativa
Que gera fuga em massa, nome no Serasa com dívida
Não sei injetar fome, desejo de consumo
E converter inocente em dono de boca de fumo
Que, de Browning, mostra pros secretários de segurança
Que o crime manda na rua, no Estado, na tranca
Sou só um bandido contra a educação deformadora
Pra que os meus não rache a vitrine da Cartier na voadora
O mau elemento que comete o crime hediondo
De incentivar a leitura em barracos, celas e ônibus
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
Eu não sou íntegro como a elite do Brasil
Não fecho no azul explorando trabalho infantil
Não tenho know-how pra gerar pessoas traficadas
Nem doutorado pra produzir encarceramento em massa
Jamais teria tecnologia, conhecimento
Pra criar bunker, metralhadora, central de monitoramento
Nem consigo fabricar moto Disney elétrica
Proibida pras crianças da favela
Não sou o gênio que nos dá o maior comércio de cocaína
Mesmo sem a folha de coca florescer no nosso clima
Meu intelecto é inferior ao do boy pacifista
Que busca a paz velando 175 por dia
Não fiz Yale pra rasgar a Constituição Federal
E condenar milhões a programas de assistência social
Quem dera ter a decência da playboyzada
Que traz jovem do interior pra manter em casa escravizada
Ou ter o sucesso do cantor global fabricado
Que fode o ingênuo, induzindo o consumo de álcool
Assumo a inaptidão pra ser rico, ser de direita
Não convido estrangeiro pra comer mulher brasileira
Nunca pus quilombola e gado no mesmo patamar
Citando arrobas, dizendo que o negro não serve pra procriar
Sou analfabeto pra seguir sua cartilha, burguês
Com certeza, não nasci pra ser um de vocês
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
Não tenho aula de boas maneiras, educação refinada
Pra monetizar miséria, escravidão, ossada
Não aplaudo genocídio, esquartejamento no xadrez
Aí burguês arrombado: Não sou um de vocês
No Soy Uno de Ustedes
Confieso, no tengo la honestidad, honradez del delegado
Que vive del arreglo del excluido, 33 forjado
Él aprobó el concurso para desfilar en el matadero
En un Porsche Panamera con envoltura cromada de oro
No tengo la ética del doctor que estudió medicina
Para desconectar el oxígeno, dejar herido sin anestesia
Soy un fracaso, no me convertí en juez de ejecución penal
Que hace comer a un pariente en el suelo, en la visita semanal
Cero en dramaturgia para la TV brasileña
No sé escribir la novela que denigra a la mujer negra
Me faltaron clases de buenos modales
Para doparme con varios Rivotril, provocar el suicidio de una presa
No tengo odio de clase para escribir: ¡Te jodiste!
¡Fue a robar una cadena, menos mal que murió!
Lejos de ser un ciudadano ejemplar, no me puse la capucha ninja
Que hace que Brasil lidere cómodamente el ranking de las masacres
No hice Fake News, no promocioné mi nombre en redes sociales
Fraudeando al TSE para ganar una carrera electoral
Admito ser burgués, no soy uno de ustedes, no tengo vocación
Para viciar a un niño, reclutarlo para la prostitución
Como máximo, puedo invadir la mansión del banquero
Quemar mi rostro con un encendedor, si esconden el dinero
No quiero obras en varios países, solo soy el Kamikaze
Que se cansó de huesos encontrados por un rastreador de cadáveres
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes
Soy mala influencia, no me uno al policía de mierda
Que patea la moto para derribar al fugitivo en el suelo
Incompetente, no sé aprovechar la miseria del excluido
Para enriquecerme, vender blindajes, chalecos antibalas
Sin etiqueta, no inventé el crimen perfecto
Recolectar miles de millones y ponerlos en la cuenta del niño negro
Incluso en la favela, el estereotipo del delincuente
Es un adolescente necesitado, afrodescendiente
No creé la ideología racista de la alta sociedad
Pilar del Bullying presente en la escuela, en todas las clases
Si hubiera robado un lugar en la universidad federal
Formularía la pena capital más perfecta
Que es más letal que la de China, Arabia Saudita
Y se vende como un simple enfrentamiento con la policía
Sin creatividad, no creo fechas conmemorativas
Que generan una huida masiva, nombres en el Serasa con deudas
No sé inyectar hambre, deseo de consumo
Y convertir a un inocente en dueño de un punto de venta de drogas
Que, con Browning, muestra a los secretarios de seguridad
Que el crimen manda en la calle, en el Estado, en la cárcel
Soy solo un delincuente contra la educación deformadora
Para que los míos no rompan la vitrina de Cartier a patadas
El mal elemento que comete el crimen atroz
De fomentar la lectura en barriadas, celdas y autobuses
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes
No soy íntegro como la élite de Brasil
No cierro en azul explotando el trabajo infantil
No tengo el conocimiento para generar personas traficadas
Ni un doctorado para producir encarcelamiento en masa
Jamás tendría la tecnología, el conocimiento
Para crear un búnker, una ametralladora, un centro de monitoreo
Ni siquiera puedo fabricar una moto eléctrica de Disney
Prohibida para los niños de la favela
No soy el genio que nos da el mayor comercio de cocaína
Aunque la hoja de coca no crezca en nuestro clima
Mi intelecto es inferior al del chico pacifista
Que busca la paz velando 175 por día
No estudié en Yale para violar la Constitución Federal
Y condenar a millones a programas de asistencia social
Ojalá tuviera la decencia de la playboyzada
Que trae jóvenes del interior para mantenerlos esclavizados en casa
O tener el éxito del cantante global fabricado
Que engaña al ingenuo, incitando al consumo de alcohol
Reconozco mi ineptitud para ser rico, ser de derecha
No invito a extranjeros a comer mujeres brasileñas
Nunca igualé a un quilombola con el ganado
Citando kilos, diciendo que el negro no sirve para reproducirse
Soy analfabeto para seguir tu guía, burgués
Seguramente, no nací para ser uno de ustedes
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes
No tengo clases de buenos modales, educación refinada
Para monetizar la miseria, la esclavitud, los restos
No aplaudo el genocidio, el desmembramiento en el ajedrez
Ahí, burgués de mierda: No soy uno de ustedes