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Salambô

Carlos Galhardo

Salambô

Na tenda do guerreiro
As tochas alumiam
As sombras a dançar

Sitiando a cidadela
Seu vulto se ergue
Estranho a clamar

Salambô, ô, ô, ô
Escravo teu eu sou
Salambô, ô, ô, ô
O amor mandou

Assaltei num dia, Ziagos
Muros de Cartago
Para te alcançar
Mas invés do teu amor
A sombra do terror
Brilhava em teu olhar

Salambô,
És tu mulher
A quem hoje o meu sonho quer
Teu beijo, meu, jamais será
E a história se repetirá
Pobre de quem sonhou
Ó Salambô

Salambô

En la tienda del guerrero
Las antorchas iluminan
Las sombras bailan

Asediando la ciudadela
Su figura se alza
Extraño clamando

Salambô, ô, ô, ô
Tu esclavo soy
Salambô, ô, ô, ô
El amor ordenó

Asalté un día, Ziagos
Los muros de Cartago
Para alcanzarte
Pero en lugar de tu amor
La sombra del terror
Brillaba en tu mirada

Salambô,
Eres tú mujer
A quien mi sueño anhela hoy
Tu beso, mío, nunca será
Y la historia se repetirá
Pobre de aquel que soñó
Oh Salambô

Escrita por: Oswaldo Santiago / Paulo Barbosa