395px

Viviendo al Margen de la Vida

Carlos Galhardo

Vivendo à Margem da Vida

Vão-se os dias e os meses facilmente
Vão-se as delícias de uma grande ilusão
Só vai é a saudade impertinente
Esta não, esta não quer deixar meu coração

É o giro intransigente da existência
A culpa não cabe a mim a ti
Nem a ninguém
Pois sei que é mesmo assim
O nosso amor seguia tão feliz
Pelos caminhos que eu sonhando fiz
Porém a sorte nos negou levá-lo ao fim

Teus beijos não são mais dos lábios meus
Não devo insistir
Das tuas mãos uma carícia nunca mais
Irei sentir
À margem do viver eu vejo desolado
A minha vida
À margem do teu coração
Eu vejo o meu amor querida
Não creio que a esperança volte ainda
A me consolar
Mas podes crer que a desilusão me traz
É muito mais cruel do que supões
Amarga mais que o amargor do fel
É a tortura de quem perde o lindo céu

O nosso amor seguia tão feliz
Pelos caminhos que eu sonhando fiz
Porém a sorte nos negou levá-lo ao fim

Viviendo al Margen de la Vida

Se van los días y los meses fácilmente
Se van los placeres de una gran ilusión
Solo va la nostalgia impertinente
Esta no, esta no quiere dejar mi corazón

Es el giro intransigente de la existencia
La culpa no es mía ni tuya
Ni de nadie
Pues sé que es así
Nuestro amor seguía tan feliz
Por los caminos que yo soñando hice
Pero la suerte nos negó llevarlo al final

Tus besos ya no son de mis labios
No debo insistir
De tus manos una caricia nunca más
Sentiré
Al margen de vivir veo desolado
Mi vida
Al margen de tu corazón
Veo mi amor querida
No creo que la esperanza vuelva aún
A consolarme
Pero puedes creer que la desilusión me trae
Es mucho más cruel de lo que imaginas
Amarga más que el amargor de la hiel
Es la tortura de quien pierde el hermoso cielo

Nuestro amor seguía tan feliz
Por los caminos que yo soñando hice
Pero la suerte nos negó llevarlo al final

Escrita por: Paulo Barros / Pedro Caetano