Estampa Domingueira
Linda minha estampa domingueira
Quando chego no povoado...
Trago além da minha fronteira
Uma sina musiqueira
De quem vem contrabandeado...
Bueno este potro de rendilha
Num trancão de pisa-flor
De uma pelagem tordilha
Traz a origem da tropilha
Pela mão do domador
Chego já na frente da janela
De um ranchito bem cuidado
Assobiando algo pra ela
Que esta copla tão singela
Eu compus pra o seu agrado
Olhos de pealar o coração
Na minha vida tão pequena
Do aguapé do lagoão
Trago a flor do meu rincão
Pra o cabelo da morena
Pra estância vou cantando uma tirana
Mas eu sei que vou voltar
Que passe logo a semana
Pois deixei pra queromana
Meu pala, pra ela guardar
Estampa Domingueira
Hermosa mi estampa dominguera
Cuando llego al poblado...
Traigo más allá de mi frontera
Una suerte musical
De quien viene contrabandeado...
Este potro de encaje
En un galope de pisa-flor
De un pelaje tordillo
Trae el origen de la tropilla
Por la mano del domador
Ya llego frente a la ventana
De un ranchito bien cuidado
Silbando algo para ella
Que esta copla tan sencilla
Compuse para su agrado
Ojos que deslumbran el corazón
En mi vida tan pequeña
Del aguapé del lago
Traigo la flor de mi terruño
Para el cabello de la morena
A la estancia voy cantando una tirana
Pero sé que volveré
Que pase pronto la semana
Pues dejé para queromana
Mi poncho, para que ella guarde
Escrita por: Alex Silveira / Carlos Madruga