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Cosas del Sertón

Carlos Moreno

Coisas do Sertão

Olha ai o meu deserto, desertão, ó meu sertão.
Só vai lá quem tem coragem
Só sai de lá quem tem missão.
Berço sócio-cultural de uma revolução
Zumbi, Rei dos Palmares, um ideal, uma canção.

Olha aí o meu deserto, desertão de Lampião.
Hoje deixou de ser deserto
É simplesmente o meu sertão.
O mundo canta seus encantos, "Asa Branca" uma nação.
Nos acordes da sanfona, Seu Gonzaga, rei do baião.

Olha aí o meu deserto, desertão, ó meu sertão.
De chão quente, "fervoroso", qual fogueira de São João.
Terra firme, terra santa, esse nordeste, nordestão,
Valei-nos "Padim Ciço"
Sua benção Frei Damião.

Cosas del Sertón

Mira allí mi desierto, desierto grande, oh mi sertón.
Solo va allí quien tiene coraje
Solo sale de allí quien tiene misión.
Cuna socio-cultural de una revolución
Zumbi, Rey de los Palmares, un ideal, una canción.

Mira allí mi desierto, desierto de Lampião.
Hoy dejó de ser desierto
Es simplemente mi sertón.
El mundo canta sus encantos, 'Asa Branca' una nación.
En los acordes del acordeón, Su Gonzaga, rey del baião.

Mira allí mi desierto, desierto grande, oh mi sertón.
De suelo caliente, 'fervoroso', como una hoguera de San Juan.
Tierra firme, tierra santa, este nordeste, nordestón,
Valganos 'Padim Ciço'
Tu bendición Frei Damião.

Escrita por: Carlos Moreno / João Emanuel