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De Mano en Mano

Carlos Paião

De Mão Em Mão

De mãos vazias
Procurei o meu lugar
Em casas frias
Em pessoas sem vagar
Por mãos fechadas, instaladas, obrigadas a negar
Fui tentando, mergulhando pra chegar

De mãos amigas recolhi
A minha vez
E sem fadigas respondi
A mil porquês
Fiz mão de ferro, tanto berro, fui mão-de-obra, timidez
Da conquista fica à vista o que se fez

De mão em mão
Vai a minha canção
A razão por que vim
O que trago na ideia
Mão cheia de mim
Nada venho pedir
Muito tenho a dizer, a fazer
E sem mãos a medir
Vou assim
Mãos unidas enfim
Nesta mesma ilusão
Sei tintim por tintim
O que é sim, o que é não
Ando dentro de mim
Entro fora de mão
E então?

Há mãos abertas
Descobertas por aí
Nas mãos mais quentes
Meus presentes recebi
Na mão que dou, o chão que sou
Este amor que é meu por ti
Quero um dia gritar alto que vivi

De mão em mão vai a minha canção
A razão por que vim
O que trago na ideia
Mão cheia de mim
Nada venho pedir
Muito tenho a dizer, a fazer
E sem mãos a medir
Vou assim
Mãos unidas enfim
Nesta mesma ilusão
Sei tintim por tintim
O que é sim, o que é não
Ando dentro de mim
Entro fora de mão
E então dou a minha canção ao mar

Tenho muito a dizer, a fazer
E sem mãos a medir
Vou assim
Mãos unidas enfim
Nesta mesma ilusão
Sei tintim por tintim
O que é sim, o que é não
Ando dentro de mim
Entro fora de mão

Acrescento por fim
E com esta me vou
Que por ter mão em mim
De mãos limpas cá estou

De Mano en Mano

Con manos vacías
Busqué mi lugar
En casas frías
En personas sin andar
Por manos cerradas, instaladas, obligadas a negar
Fui intentando, sumergiéndome para llegar

De manos amigas recogí
Mi turno
Y sin cansancio respondí
A mil porqués
Hice mano de hierro, tanto grito, fui mano de obra, timidez
De la conquista queda a la vista lo que se hizo

De mano en mano
Va mi canción
La razón por la que vine
Lo que traigo en la mente
Mano llena de mí
Nada vengo a pedir
Mucho tengo que decir, que hacer
Y sin manos a medir
Voy así
Manos unidas al fin
En esta misma ilusión
Sé al dedillo
Lo que es sí, lo que es no
Ando dentro de mí
Entro fuera de mano
¿Y entonces?

Hay manos abiertas
Descubiertas por ahí
En las manos más cálidas
Mis regalos recibí
En la mano que doy, el suelo que soy
Este amor que es mío por ti
Quiero un día gritar fuerte que viví

De mano en mano va mi canción
La razón por la que vine
Lo que traigo en la mente
Mano llena de mí
Nada vengo a pedir
Mucho tengo que decir, que hacer
Y sin manos a medir
Voy así
Manos unidas al fin
En esta misma ilusión
Sé al dedillo
Lo que es sí, lo que es no
Ando dentro de mí
Entro fuera de mano
Y entonces le doy mi canción al mar

Tengo mucho que decir, que hacer
Y sin manos a medir
Voy así
Manos unidas al fin
En esta misma ilusión
Sé al dedillo
Lo que es sí, lo que es no
Ando dentro de mí
Entro fuera de mano

Agrego por fin
Y con esta me voy
Que por tener mano en mí
De manos limpias aquí estoy

Escrita por: Carlos Paião