Rio Mulher
No meio da mata um soluço um choro,
Com gotas de orvalho se batizou.
Do seio da terra,
Provou do seu mel,
O inferno e o céu.
Em seu leito lendas contos e mistérios.
Sua nascente é o mundo interior.
Sempre ao seu redor,
Borboletas azuis,
Seu caminho de luz.
Grande Rio Mulher,
Pororoca que encontra o mar.
Que tem sede em saber se é de virgem ou de libra ou da era de aquário,
Nenhum calendário irá nos dizer,
Quem é você.
Feridas não saram.
Tentando esquecer,
Vazantes e enchentes do Rio que é você.
Nenhum calendário,
Poderá descrever,
A força e o encanto que vem de você.
Río Mujer
En medio de la selva un sollozo, un llanto,
Con gotas de rocío se bautizó.
Del seno de la tierra,
Probó de su miel,
El infierno y el cielo.
En su lecho leyendas, cuentos y misterios.
Su nacimiento es el mundo interior.
Siempre a su alrededor,
Mariposas azules,
Su camino de luz.
Gran Río Mujer,
Pororoca que encuentra el mar.
Que tiene sed de saber si es de virgo o de libra o de la era de acuario,
Ningún calendario nos dirá,
Quién eres tú.
Heridas que no sanan.
Intentando olvidar,
Estiajes e inundaciones del Río que eres tú.
Ningún calendario,
Puede describir,
La fuerza y el encanto que vienen de ti.
Escrita por: Carlos Ventura