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Vertiente de los Versos

Carlos Villela

Vertente Dos Versos

Rio São Francisco
Tou correndo o risco
Remanso de amar
Sei que daqui a algum tempo
Nada verei do teu leito desaguar no mar

Cadê Surubim?
Mataram Piranhas, morreu Curimatá
Aves Beradeiras, cantar de lavadeiras
Já fizeram calar

Da vertente dos versos
Em que eu mesmo tropeço
Vou pra qualquer lugar
E pra afogar desencanto
Eu canto a vontade de em te navegar
Mas cadê Surubim

Vertiente de los Versos

Río São Francisco
Estoy corriendo el riesgo
Remanso de amar
Sé que en algún momento
No veré nada de tu lecho desembocar en el mar

¿Dónde está Surubim?
Matan pirañas, muere Curimatá
Aves Beradeiras, canto de lavanderas
Ya hicieron callar

De la vertiente de los versos
Donde yo mismo tropiezo
Voy a cualquier lugar
Y para ahogar el desencanto
Canto las ganas de navegar en ti
Pero ¿dónde está Surubim?