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Pajarito

Carmelo Teresina

Avezinha

Avezinha, vítima de amor,
Aonde está agora o Teu Senhor ?
Escondido estas Senhor, sob nuvens tão escuras,
Ó meu Sol, Doce Astro do Amor!
Não és águia, não, avezinha
Mas dela tens, olhos e coração.

Avezinha, de extrema pequenez,
Quão imperfeita és!
O que fazer depois de tantos desmandos?
Porque te deixas desviar do teu Senhor,
E molhas tuas plumagens, entretendo-te
Com ninharias desta terra?

Avezinha, retorna ao teu Amado Sol,
E abre as asinhas molhadas
Aos raios benfazejos, geme como a andorinha,
No meigo cantar, abandona-te.

Atrai o amor Aquele que não veio,
Chamar os justos, e sim os pecadores .

Pajarito

Pajarito, víctima de amor,
¿Dónde está ahora tu Señor?
Escondido estás, Señor, bajo nubes tan oscuras,
¡Oh mi Sol, Dulce Astro del Amor!
No eres águila, no, pajarito
Pero de ella tienes ojos y corazón.

Pajarito, de extrema pequeñez,
¡Qué imperfecta eres!
¿Qué hacer después de tantos desatinos?
¿Por qué te dejas desviar de tu Señor,
Y mojas tus plumajes, entreteniéndote
Con nimiedades de esta tierra?

Pajarito, vuelve a tu Amado Sol,
Y abre las alitas mojadas
A los rayos benevolentes, gime como la golondrina,
En el dulce cantar, abandónate.

Atrae el amor de Aquel que no vino,
Llamar a los justos, sino a los pecadores.

Escrita por: Carmelo Teresina