Me Dá, Me Dá No Chang-Lang
A sua bossa está muito manjada
no me-dá me-dá você é campeão
A sua cara é de quem tem fome
é de quem não come por vadiação
Não adianta você se explicar
pois o seu azar é uma tradição
Se o meu esqueleto fôsse igual ao seu
antes de morrer eu vendia p'ro museu
(porque eu acho que a "gaita"
você nunca conheceu)
Porque você não arranjou suicidio
ou então um presídio p'rá você morar
os seus colegas já estão falidos
de serem mordidos no seu esmolar
Você devia arranjar um "basquete"
de vender gilete ou enfrentar um caminhão
Pois eu lhe digo nunca foi bonito
é tão esquisito estender a mão
(estás tão feio, estás tão magro,
que parece assombração)
A sua roupa está indecente
cheia de furinhos, mais que transparente
Isto parece roupa de verão
Mas se o frio apertar vais direitinho p'ro caixão
O seu estado é de meter pavor
De noite para o dia estás mudando de cor
Porém, eu peço, não se zangue
Pois café com pão e água não dá sangue
(sempre apanhando este "cruzado"
p'rá enfrentar o Chang-Lang)
No me des, no me des, Chang-Lang
Tu actitud está muy vista
no me des, no me des, eres un campeón
Tu cara es de alguien hambriento
es de quien no come por vagancia
No sirve de nada que te expliques
porque tu mala suerte es una tradición
Si mi esqueleto fuera igual al tuyo
antes de morir lo vendería al museo
(porque creo que la 'gaita'
nunca la has conocido)
¿Por qué no te buscaste un suicidio
o una cárcel para vivir?
Tus colegas ya están arruinados
de ser mordidos por tu mendicidad
Deberías buscar un 'trabajo'
de vender cuchillas o enfrentar un camión
Porque te digo que nunca fue bonito
es tan extraño pedir limosna
(estás tan feo, estás tan flaco,
que pareces una aparición)
Tu ropa está indecente
llena de agujeritos, más que transparente
Esto parece ropa de verano
Pero si el frío aprieta irás directo al ataúd
Tu estado da miedo
De noche a día estás cambiando de color
Pero, te pido, no te enojes
Porque café con pan y agua no da sangre
(siempre recibiendo este 'cruzado'
para enfrentar al Chang-Lang)